Paula Pimenta – “e Fani” – recebem o carinho das fãs de Salvador

postado por Andreia Santana @ 12:32 AM
13 de dezembro de 2010

É tradição para Leo dar rosas à sua amada Fani ao longo das páginas da saga adolescente Fazendo Meu Filme (quem acompanha, sabe). Atentas às sutilezas da história de amor teen que virou o xodó das meninas brasileiras, o trio de amigas Keylane Dias, Tamile e Emily, todas com 14 anos e recém-aprovadas para o 1º ano do ensino médio, não esqueceram de levar um botão de rosa (cor rosa-chá) para presentear a escritora Paula Pimenta, na noite de autógrafos do lançamento de Fazendo Meu Filme 3: o roteiro inesperado de Fani (Ed. Gutemberg), em Salvador, neste fim de semana, na Saraiva Mega Store (Sh. Iguatemi).

Fila de fãs para a sessão de autógrafos

A escritora, intuitivamente, vestia um modelinho quase da mesma cor da flor que recebeu de presente das fãs, combinando com sapatilhas baixas no mesmo tom. E não faltaram nem fãs ou presentes. Junto com a rosa, o trio ofereceu à autora uma caixa personalizada, decorada com imagens das capas dos três livros já lançados da série, e recheada com cartinhas, bombons e CDs customizados. Mais uma vez, só quem leu ao menos um dos volumes é que sabe que tanto Leo quanto Fani traduzem seu amor juvenil em canções escolhidas a dedo e gravadas com todo o empenho de um para o outro. Alguém aí se recordou da própria adolescência, nos idos da década de 90, quando gravar temas de filmes e novelas – canções de amor majoritariamente – em fitas K7, era uma diversão?

Keylane, Tamile e Emily brincam com os três livros já lançados. Amigas inseparáveis como as meninas da série

Provavelmente, as mocinhas que lotaram o Espaço Glauber Rocha (mini-auditório da Mega Store) para verem, ouvirem e ganharem a assinatura de Paula Pimenta nos seus livros, nunca usaram uma fita K7 na vida. Afinal, estamos falando da “Geração X”! Mas, de emoção elas entendem: que o diga Beatriz, ou Bia, 12, que até chorou na hora de entregar seus livros para a autora autografar. “A Bia foi uma das leitoras que enviou depoimento para o livro”, explicou Paula Pimenta, referindo-se às declarações das fãs que estão na contracapa da publicação. Bia, acompanhada da colega Sara Lúcia, também 12, foi das leitoras que levou presentinho personalizado para a escritora: um bibelô em forma de uma esctitora (Paula Pimenta, lógico), diante do computador e cercada dos três livros da série. A autora, claro, amou o mimo.

Bia e Sara Lúcia, autógrafos nos livros...

A receita do sucesso da carismática Paula Pimenta entre as adolescentes quem deu foram justamente as amigas Bia e Sara Lúcia, a segunda, inclusive, aprendeu a gostar da escritora por causa da primeira. Devidamente vestidas com a camiseta temática da saga de Fani, uma adolescente que é especial justamente por ser comum, as meninas – alunas do colégio Dois de Julho -, acreditam que a identificação com a obra se deve ao fato da escritora saber falar a língua dos adolescentes. “Ela é uma boa escritora, fala como a gente”, afirmou Sara pouco antes de receber um autógrafo no livro e na camiseta.

... e também na camiseta. Paula Pimenta lamentou não ter caneta de tinta permanente

Três nós para dar sorte – Quem vem a Salvador precisa colocar a fitinha de Senhor do Bonfim no pulso, dar três nós e fazer um pedido para cada amarração. É tradição da cidade. Os desejos de Paula Pimenta só ela sabe, mas um ao menos, foi compartilhado com as fãs: que a série Fazendo Meu Filme, sendo coerente ao nome que tem, vire uma bela produção cinematográfica. As leitoras concordam em gênero, número e grau, tanto que assinam avidamente a lista on line criada pela autora. “Quero reunir uma boa quantidade de assinaturas, juntar com os exemplares da obra, e enviar para uma produtora para ver se alguma se interessa pelo roteiro”, contou Paula.

Já reuniu mais de 200 adeptas à causa de ver Fani no cinema. A julgar pelas fitinhas que recebeu de presente, amarradas ao pulso à moda tradicional ou já transformadas em pulseiras coloridas, é bem provável que o projeto dê certo. Potencial, as leitoras garantem que a obra tem. E de fato, a narrativa ágil, divertida e envolvente da escritora é daquelas que nas mãos de um talentoso roteirista vai render pano para a manga. Melhor dizendo: rolos para a película.

Paula conversou com cada uma das meninas. Entre bate-papo e autógrafos, evento durou cerca de duas horas e meia

Por enquanto, Fani e suas amigas, seus amores e familiares, continuam soprando diálogos no ouvido da escritora. Quem já estava triste achando que o terceiro livro é o the end da história, comemora a novidade divulgada pela autora durante o lançamento aqui em Salvador: Fazendo Meu Filme 4 – este sim, o the end – sairá do forno da Gutemberg no ano que vem. “Termina no quarto livro porque não quero que fique parecendo uma novela interminável”, disse a autora. Paralelo a fechar a sua primeira saga literária, Paula Pimenta já se dedica ao esboço de outro projeto. Uma das personagens coadjuvantes de Fazendo Meu Filme, como convém aos personagens bem escritos e consistentes, vai ganhar uma série inteira só para si. Quem? A autora não contou, óbvio, mas nem por isso a garotada deixou de especular: Gabi? Natália? Priscila? – amigas de Fani – ou quem sabe o Leo?

Até porque, o rapaz encontrou competidor à altura tanto na função de galã da história quanto no coração da protagonista. Neste terceiro livro, para quem já está agoniado com o tamanho do post e a falta de informações sobre a nova obra, Leo disputa o amor de Estefânia Castellino Beluz (Fani para os íntimos) com Christian, uma mistura de lorde inglês com ator de Hollywood, que apareceu na história desde o segundo livro (Fani na terra da rainha).

Camila Teixeira (a mais alta), fã também de Meg Cabot

As leitoras estão crescendo e a personagem precisa acompanhar o ritmo. Fani está mais madura e com dilemas mais complexos nesta parte da saga, incluindo aí o relacionamento com a mãe, que entra em crise, a iminência do vestibular, o ciúme do namorado e a mágoa de algumas amigas. No primeiro livro, se tem alguém aí que ainda não conhece a série que já vendeu 20 mil exemplares no país, Paula Pimenta apresenta Fani, uma adolescente que como ela mesma diz “não é uma maria vai com as outras”. Como se espera de uma introdução, o livro um apresenta os personagens principais e seus dilemas de adolescente, principalmente aqueles vividos na escola. No segundo, Fani viaja para a Inglaterra, para fazer intercâmbio, mas antes de embarcar, descobre que está apaixonada pelo melhor amigo, Leo, que desde o primeiro Fazendo Meu Filme já dava toda a dica de querer mais que a amizade dela. A maior parte da história do livro dois mostra a adolescente tentando se adaptar à vida nova em outro país, aos novos amigos e até, a um novo candidato a amor, é aí que o galã de Hollywood, Christian, entra na história.

O desfecho a autora já sabe como vai ser, mas também não conta. As meninas reunidas no Espaço Glauber bem que tentaram descobrir alguma coisa e fizeram tantas perguntas que esse post deveria ser co-assinado, porque sobrou bem pouco para a repórter indagar depois da sabatina das fãs.

Velhas amigas de Twitter – Também não é para menos, a concorrência na reportagem é especializadíssima! Boa parte das meninas segue Paula Pimenta no Twitter (são cerca de 2.200 seguidores). Algumas, como Gabriele Macedo Mascarenhas, 14, aluna aprovada para o 1º ano do ensino médio no colégio Oficina, chegou a pedir à autora para vir à Salvador através do microblog. Gabi – mesmo apelido de uma das personagens de Fazendo Meu Filme, a coadjuvante mais contada segundo as fãs para ser protagonista da nova série -, disse que se identifica com Fani e que tem a sensação de que a escritora está narrando a vida dela: “Me vejo como a Fani e os amigos dela se parecem com os meus amigos”, acredita Gabriele, escolada em termos de pegar autógrafo de escritores famosos. “Conheci a Meg Cabot e o Nicholas Sparks quando eles vieram aqui”.

A escritora autografando os livros. Não perdeu o sorriso nem depois de duas horas de evento

Além do Twitter, as leitoras de Paula Pimenta já praticamente lotaram as duas comunidades que a autora mantém no Orkut, cada uma também com mais de dois mil membros. “Tento responder cada scrap, mas está ficando complicado. Tento dar atenção a todas”, garante a mineira de fala mansa e olhar meigo. A moça está ficando cada dia mais famosa, a ponto de ter ganho o apelido de Meg Cabot brasileira. Inclusive, Nicholas Sparks endossa a alcunha. “Sou fã de Meg Cabot, li tudo o que ela publicou no Brasil e também obras em inglês, não tinha a pretensão de ser comparada a ela, mas fico muito feliz com a honra”, afirma Paula, modesta.

Na batalha de autora iniciante - O estilo de Paula Pimenta e de Meg Cabot não é o mesmo, as fãs bem sabem, porque quem lê uma, lê a outra. Mas desde que a crítica e os fãs, e agora Nicholas Sparks, passaram a chamar Paula de “Meg Cabot brasileira”, é quase impossível falar de uma sem falar na outra. Tímida com a comparação com a rainha do chick lit (literatura feminina e pop) mundial, a escritora brasileira sabe o valor do reconhecimento que recebe, principalmente porque lutou bastante para chegar onde está.

Falta chão, lógico, porque ser escritor no Brasil é bem diferente de ser escritor nos EUA, mas usando a famosa tenacidade dos mineiros, a publicitária e musicista de formação, nascida em BH, persiste. “O começo foi difícil, o primeiro livro foi terminado em 2005, mas só consegui publicar em 2008. É um caminho árduo o que os autores inéditos precisam percorrer no Brasil”, relembra Paula Pimenta, que depois de ter literalmente feito propaganda boca-a-boca e via redes sociais e blogs do seu primeiro livro, já tem contrato assinado para a finalização da série Fazendo Meu Filme e para o começo do novo projeto.

Confiança dos pais e referência em sala de aula - A empatia com a personagem principal de Fazendo Meu Filme também acontece com Camila Teixeira, 14. Incrível como tinha menina de 14 naquele auditório! Embora a história de Fazendo Meu Filme comece com Fani aos 16. Havia algumas também de 10 e 12. Aluna do colégio Antonio Vieira, Camila, um pouco tímida para dar entrevista, foi à livraria  acompanhada do pai e da mãe. Ela contou que conheceu Fani e sua turma graças a uma colega de sala, que indicou os livros da série: a identificação foi imediata. A sessão de autógrafos na Saraiva foi a primeira vez que Camila viu uma escritora ao vivo. Mas, ao ser perguntada se também queria escrever, respondeu que prefere o papel de leitora. A adolescente revelou ainda que em comum com Paula Pimenta tem a paixão pelas obras de Meg Cabot.

Aqui em Salvador, o Vieira onde Camila Teixeira estuda iniciou conversas preliminares com a autora para que a série de Fani seja adotada como livro paradidático na escola. Os pais, que enxergam na personagem um exemplo alto-astral e positivo para as adolescentes, embora a intenção da escritora não tenha sido criar uma menina modelo, agradecem.

“Existem mais fanis por aí do que a gente imagina”, afirma Paula Pimenta. A julgar pelas dezenas de leitoras reunidas na Saraiva no fim de semanam, as fanis baianas estão bem pertinho.

Para saber mais:

>>Visite o site oficial da saga: www.fazendomeufilme.com.br

>>Siga a escritora Paula Pimenta no twitter:  @paulapim

Ficha técnica:

Fazendo meu filme 3 – O roteiro inesperado de Fani

Autora: Paula Pimenta

Editora Gutenberg

424 páginas / R$ 34,90

Tags: , , , , , , , , ,

2 Respostas to “Paula Pimenta – “e Fani” – recebem o carinho das fãs de Salvador”

  1. AMANDA  Says:

    Eu ameiiiiiiiiii a coleçao mais o que eu MAIS queria era que a fani voltasse com o leo …

  2. Paula Pimenta lança nova série adolescente em Salvador | Livros só mudam pessoas  Says:

    [...] com seu público e é hard user de redes sociais, onde interage com seus leitores. Ano passado, o blog fez uma reportagem com ela, durante o lançamento do terceiro livro da série Fazendo Meu Filme. Em breve, publico por aqui a [...]

Deixe seu comentário