Resenha: A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

postado por Andreia Santana @ 11:02 AM
13 de julho de 2013

Entre livros raros, códigos secretos e bites

Ficção de estreia do americano Rob Sloan mistura bibliófilos e conhecimento high tech em trama divertida sobre amor, amizade e desejo pela imortalidade

Em uma entrevista, Bob Stein, presidente do Instituto para o Futuro do Livro, com sede nos Estados Unidos, profetizou o fim das livrarias como conhecemos estes espaços atualmente e a sua transformação em ambientes que antes de vender livros, precisam oferecer outros atrativos aos frequentadores habituados a ler em tablets e e-Readers.

Com essa mesma filosofia, a de uma livraria como centro de fomento intelectual, onde gravitam bibliófilos (amantes de livros) em pleno século XXI dos e-Books, o escritor Robin Sloan, conterrâneo de Stein, criou uma história cativante sobre o conflito entre o culto à leitura e a capacidade dos livros moldarem mentes críticas, e o imediatismo da cultura digital.

Robin Sloan

A livraria 24 horas do Mr. Penumbra (Editora Novo Conceito, 2013) usa amor e amizade, e a antítese entre tradição e modernidade, mas sem tomar partido entre uma coisa e outra, como pretexto para filosofar sobre uma das questões mais importantes da humanidade: o mistério da vida.

O autor pensou na história de Mr. Penumbra e seus exóticos amigos após conhecer o Clube Grolier, um reduto de colecionadores de livros raros, localizado em Nova York. Encantado por essa biblioteca e sua atmosfera de mistério, Robin Sloan concebeu um alter-ego, o designer desempregado Clay Jannon. Personagem não muito dado aos livros, Clay tem fascínio pela coleção fictícia As crônicas da balada do dragão, uma referência de Sloan ao boom das histórias de fantasia que conquistam a adesão de uma juventude pouco afeita à literatura, mas acostumada aos jogos de realidade virtual.

Clay Jannon tem menos de 30 anos e vive em São Francisco, na Califórnia, em um contexto atual de crise e forte recessão na economia norte-americana. Em busca de uma forma de pagar o aluguel, ele responde ao anúncio de uma livraria 24 horas que precisa de atendente. Mesmo sem entender nada de livros, já que o negócio dele é criar sites, o rapaz cai nas graças do excêntrico dono da livraria, um carismático octogenário chamado Mr. Penumbra.

Aldus Manutius, tipógrafo italiano que viveu na Idade Média, em Veneza

O turno do novo atendente é o da noite, das 22h às 6h, período em que ocasionalmente aparece um cliente notívago comum, como a bailarina do clube vizinho de streap que gosta de ler biografias de gênios como Einstein ou Steve Jobs. Esse horário em que “os gatos se tornam pardos” é também aquele preferido por um seleto grupo de frequentadores, todos entre a meia e a terceira idade, ansiosos, cheios de cochichos e segredos e muito interessados em uma coleção de obras encadernadas em couro e com cara de bem velhas, que ficam guardadas nos fundos da loja, no “Arquivo Pré-Histórico”.

Paralelo ao trabalho em um lugar com aparência tão retrô, Clay namora Kat Potente, hacker que é engenheira do Google, adepta de exercícios e comida saudável e que não se conforma com o pouco tempo de duração da vida humana. Ao escanear um dos livros antigos da livraria, Clay e Kat se deparam com uma trama que envolve códigos criptografados e uma sociedade secreta com origem na Idade Média e na tipografia de Aldus Manutius, personagem histórico real que viveu entre os séculos XV e XVI, em Veneza – Itália, nas origens da imprensa.

A referência bem humorada do autor às teorias da conspiração que bebem na fonte medieval fica ainda mais divertida quando ele envolve dois outros amigos, um artista que cria efeitos especiais para o cinema e que prefere usar sucata e cola ao invés de computação gráfica, e um ex-colega de escola, nerd, que se transformou em um rico empresário investindo em startups.

Liderados pelo incansável Mr. Penumbra, esse time tão inusitado quer desvendar o codex vitae (livro da vida) supostamente escrito por Manutius, acreditando que o segredo para a imortalidade está em suas páginas. Usando aparatos tecnológicos e invenções de fundo de quintal, o grupo enfrenta a oposição da tal sociedade secreta, que quer guardar o segredo da vida eterna longe de olhos comuns.

Com uma linguagem ágil típica dos nativos digitais, aliada a uma capacidade de amarrar as pontas da história com a habilidade de um griô (contador de histórias que ensina as lendas e costumes dos povos antigos às novas gerações), Robin Sloan se sai bem em promover um casamento aparentemente impossível entre a história das origens do livro e um futuro cada vez mais tecnológico.

A despeito das diferenças ideológicas entre bibliófilos tradicionais e adeptos das mídias e meios digitais, a mistura dá liga. O livro de estreia de Sloan foi disputado em leilão pelas principais editoras norte-americanas e publicado, na versão em papel, em 22 países. Obteve ainda destaque como um dos mais vendidos do San Francisco Chronicle e como o melhor livro de estreia na Amazon e no Programa Novos Escritores da Barnes and Nobles Discover.

Nada mal para um jovem escritor que já admitiu em público nunca ter sido um leitor lá muito assíduo de obras impressas.

Ficha Técnica:

A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

Autor: Robin Sloan

Editora: Novo Conceito (www.editoranovoconceito.com.br)

288 páginas

Preço: R$ 29,90


Resenha: Xing Ling – made in China

postado por Andreia Santana @ 8:01 AM
6 de abril de 2013

Revolta baiana made in China

Victor Mascarenhas critica a decadência de Salvador e o mito da baianidade para turista ver em romance com forte sotaque gregoriano

Victor Mascarenhas é também roteirista

As citações a Antonio Risério, em crítica do antropólogo à obrigação do soteropolitano ser feliz os 365 dias do ano e à carta de demissão do governador-geral e fundador de Salvador, Tomé de Souza, que, de forma comovente, implorou a D. João III para dispensá-lo do pesado cargo, sinalizam o que o leitor irá encontrar nas breves 80 páginas de Xing Ling – Made in China, primeiro romance do escritor e roteirista Victor Mascarenhas, lançamento da Solisluna Editora.

Seja no ritmo caudaloso das palavras ou no tom revoltado e panfletário, de nítida conotação política, embora apartidária, o livro remete aos versos de escárnio do poeta colonial Gregório de Mattos, mas sem deixar de recordar o deboche do velho Cuíca de Santo Amaro, que, quando encarapitado em caixotes de feira, disparava farpas contra os poderosos da “Cidade da Bahia” em inspirados cordéis.

Xing Ling é anárquico até no nome, que faz referência às quinquilharias tecnológicas pirateadas pelos chineses. Mas, nem por isso, deixa de expor as feridas de uma Salvador em vias de desintegração. O livro, embora entretenha com seu tom escrachado e a narrativa mirabolante de filme de aventura, tem um objetivo mais sério: abrir consciências, tanto quanto a droga sintética Eparrey!, arma utilizada por um grupo de guerrilheiros esfarrapados no combate ao sistema – aqui representado pela grande indústria do entretenimento baiano – que envolve e espreme a cidade idealizada pelos portugueses para representar o poder da Coroa no Atlântico, tal qual os tentáculos de um polvo gigante.

Em resumo, a obra se passa em um futuro hipotético, quando o Pelourinho – patrimônio arquitetônico e cultural da humanidade pela Unesco – é transformado por um conglomerado empresarial chinês, numa espécie de Costa do Sauípe Intramuros do Dendê. O Centro Histórico, núcleo original da fundação de Salvador, é metaforizado no coração da capital, logo, em uma espécie de centro de força gravitacional de seu povo.

O “Pelô” de Xing Ling está cercado por muralhas e fossos eletrificados que mantêm a população nativa afastada, enquanto turistas estrangeiros e endinheirados abrem as bocas entediadas diante das suntuosas igrejas barrocas. Arte sacra, baianas, capoeiristas e toda a sorte de personagens míticas daquele cenário medieval, que embasbacavam cronistas e viajantes estrangeiros, como Maria Graham e Maximiliano da Áustria em tempos idos, e que inspiraram Jorge Amado, agora não passam de imitações em plástico ou atores contratados e controlados por chips para divertir os “gringos”.

Do lado de fora dos muros, um grupo de nativos se organiza e, usando a Eparrey! como o comprimido vermelho de Matrix (a referência à saudação a Iansã e à transcendência do Candomblé não são meras coincidências), tentam retomar o coração de Salvador e devolvê-lo ao seu povo, instaurando uma guerra civil para resgatar a identidade legítima dos baianos e abolir as distorções de uma baianidade fake.

Não faltam ironias disparadas contra os partidos de esquerda ou direita que se sucedem no poder e rateiam a cidade ora para um grupo empresarial, ora para outro. E, tampouco, o livro deixa de tocar nos males advindos da pasteurização da cultura baiana e sua reembalagem tipo exportação. Sobram tiros de Eparrey! para a axé music e seus ritmos derivados e para o fundamentalismo religioso que ameaça liberdades civis. Não deixa de haver, ainda, a crítica amargurada contra os próprios soteropolitanos, que, passivos e anestesiados (como a população descrita em Admirável Mundo Novo e suas doses de Soma) pela promessa de “eterno Carnaval”, assistem a transformação da cidade em um monstrengo de aço, vidro, engarrafamentos caóticos e injustiça social.

Xing Ling, com seu desfecho surpreendente e em aberto, é um desabafo pessoal de seu autor, mas que pretende representar os anseios coletivos de uma população que perdeu a si mesma nos exotismos da própria cultura.

Quem é – Victor Mascarenhas é escritor e roteirista. Já publicou dois livros, Cafeína, de contos e vencedor do Prêmio Braskem de Cultura e Arte de 2008, e A insuportável família feliz, em 2011, após ser um dos finalistas do Prêmio Off Flip, que ocorre em paralelo à Festa Literária Internacional de Paraty. No cinema, foi um dos roteiristas de Esses Moços (2010, José Araripe Jr.).

Ficha Técnica:

Xing Ling – Made in China

Autor: Victor Mascarenhas

Solisluna Editora

80 páginas

R$ 29,90

Serviço:

O quê – Lançamento do livro Xing Ling – Made in China

Quando – Terça-feira, 9 de abril, às 19h

Onde – Livraria Cultura do Salvador Shopping

Quando – Entrada gratuita. Livro vendido no local por R$ 29,90


Romances pretendem decifrar A divina comédia e Os lusíadas

postado por Andreia Santana @ 4:19 PM
11 de dezembro de 2012

Dois romances que chegam ao mercado editorial brasileiro neste final de ano, editados pelo selo Generale (Editora Évora), pretendem decifrar possíveis mistérios contidos nos clássicos da literatura universal A divina comédia (Dante Alighieri) e Os lusíadas (Luiz de Camões). Misturando realismo fantástico e supostos dados históricos, as obras devem agradar aqueles fãs de livros que apelam para a boa e velha “teoria da conspiração”, ou seja os leitores de Dan Brown e cia.

O livro secreto de Dante, de Francesco Fioretti, traz uma história fictícia concebida a partir da morte do poeta medieval italiano e lança o questionamento se ele teria morrido de causas naturais ou assassinado. No melhor estilo O Código Da Vinci, o livro de Fioretti pretende revelar um suposto código oculto em A Divina Comédia.

A página perdida de Camões, de Luciano Milici, é uma história de ficção que tenta desvendar o que teria ocorrido com uma das páginas do manuscrito original de Os lusíadas. Registra a história oficial, que o poeta português sobreviveu a um naufrágio no rio Mekong (no atual Vietnã), há mais de 400 anos, e que no acidente, por pouco não se perderam as páginas que continham os mais de cem mil versos de Os lusíadasO livro de Milici mistura supostos dados históricos com fantasia e cria uma trama que coloca Luiz Vaz de Camões como uma espécie de agente em missão secreta. O autor toca ainda em um ponto polêmico da vida do vate lusitano, que é a lenda (ou fato histórico) de que ele teria deixado a esposa morrer no naufrágio para poder salvar o manuscrito de seu poema épico.

Fichas Técnicas:

O livro secreto de Dante

Autor: Francesco Fioretti

Editora Évora / Generale

256 páginas

Preço: R$ 39,90

 

A página perdida de Camões

Autor: Luciano Milici

Editora Évora / Generale

392 páginas

Preço: R$ 49,90


Brasil, um país que lê…a bíblia

postado por Andreia Santana @ 7:48 PM
2 de abril de 2012

A bíblia é o livro mais lido pelos brasileiros, segundo a pesquisa do Pró-Ler, mas foi citada como o gênero preferido no país

Pesquisa recente – Retratos da Leitura no Brasil – divulgada pelo Instituto Pró-Livro na semana passada (a última similar que eles fizeram foi em 2007), dá conta de que a bíblia é o livro mais lido entre os brasileiros. A pesquisa ouviu cinco mil pessoas de vários graus de escolaridade e faixas etárias e cada uma delas teria de apontar três gêneros literários como sendo os seus preferidos, sendo que a bíblia não é um gênero, mas foi a obra mais citada por 42% dos entrevistados, seguida pelo segmento dos livros didáticos, 32%; romances, 31%; e livros religiosos (a bíblia entraria nesse grupo), com mais 30% da preferência dos entrevistados. O gênero conto aparece na sexta posição, com 23%.

A literatura religiosa parece ganhar cada vez mais adeptos, principalmente nos nichos católico-carismático e evangélico no país. Entre os livros com temática religiosa, fora a bíblia, mais lembrados entre os pesquisados estão Ágape, do padre Marcelo Rossi, e A Cabana, de William Young.

No território da ficção propriamente dita, foram lembrados O sítio do pica-pau amarelo (Monteiro Lobato), O pequeno príncipe (Antoine Saint-Exupéry), Dom Casmurro (Machado de Assis),  e as sagas Crepúsculo (Stephenie Meyer) e Harry Potter (J.K. Rowling).

Entre os autores nacionais mais lembrados estão Monteiro Lobato, na primeira posição, Machado de Assis, em segundo lugar, Paulo Coelho, em terceiro e o baiano Jorge Amado, que faria 100 anos agora em 2012 se estivesse vivo, na quarta posição. A lista completa e o ranking dos 25 autores mais lembrados vocês acessam aqui.

Monteiro Lobato, morto há 60 anos, e o mítico universo do Sítio do Pica-Pau Amarelo, é o autor mais lembrado no segmento ficção

Não vou entrar no mérito da discussão religiosa porque o blog trata de literatura e não de religião, mas a pesquisa me surpreendeu. O Brasil continua sendo um país que lê pouquíssimo, comparando com outros até menores em dimensão territorial e PIB. Ler a bíblia, na minha opinião, não deveria entrar na conta, porque a bíblia não é, ao menos para os seus devotos, uma obra de ficção, ou acadêmica. A formação religiosa é uma vertente da cultura de um povo, mas ela pertence a um segmento da sociedade, o grupo dos que creem, e não ao todo. Não dá para excluir, por exemplo, os ateus, agnósticos e mesmo aqueles crentes que praticam algum credo mas não leem necessariamente a bíblia.

Avalio e não sou especialista, afinal isso aqui é um blog e portanto, tem muito de opinião, que a pesquisa, ao apontar a bíblia como livro de referência do país, sinaliza que ainda carecemos de um incentivo para a busca da leitura que amplia os horizontes culturais e educativos, que atua na formação intelectual e profissional, que lapida o senso crítico. É o que eu penso e vocês, o que acham?


O espião que sabia demais ganha nova edição

postado por Andreia Santana @ 9:33 PM
24 de janeiro de 2012

Gary Oldman, indicado ao Oscar, em cena de O espião que sabia demais, adaptação cinematográfica do romance homônimo de Le Carré

Na carona da indicação ao Oscar 2012, na categoria Melhor Ator para Gary Oldman, O espião que sabia demais, um dos mais aclamados romances de espionagem de John Le Carré é relançado no Brasil, pela Editora Record e chega às livrarias do país agora em janeiro.

O thriller acompanha a trajetória de George Smiley, forçado a se aposentar do Serviço Secreto Britânico após uma missão malsucedida.  Smiley é chamado de volta com o objetivo de usar sua inteligência para descobrir quem é o agente duplo que se infiltrou no alto escalão da agência, antes que o traidor onha em risco o país e a vida de muitas pessoas.

Ficha Técnica:

O espião que sabia demais

Autor: John Le Carré

Editora Record

420 páginas

Preço: R$ 44,90


Terceiro volume de As Crônicas de Gelo e Fogo já está nas livrarias

postado por Andreia Santana @ 11:46 AM
17 de setembro de 2011

A Tormenta de Espadas, terceiro volume da saga épica de George R.R Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo (LeYa Brasil), já está nas livrarias. A série conquistou milhares de fãs no Brasil e também se tornou um blockbuster do canal fechado HBO.

Neste volume – a sinopse contém spoilers e é melhor compreendida por quem já é leitor da série -, enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow – que está entre eles – se divide entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.  Já Robb Stark vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Enquanto Arya Stark continua a caminho de Correrrio, na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion Lannister luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa Stark , finalmente livre do compromisso com o jovem tirano do Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, já que Bran e Rickon estariam mortos, sob as cinzas das florestas do Sul. No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância…

Ficha Técnica:

A tormenta de espadas. As crônicas de gelo e fogo. Livro 3

Autor: George R.R Martin

Tradução: Jorge Candeias

884 páginas

Preço: R$ 54,90


Ranking dos mais vendidos em novembro

postado por Andreia Santana @ 3:31 PM
27 de novembro de 2010

Para quem quer uma dica do que tem saído mais das prateleiras das livrarias brasileiras, abaixo os dez mais vendidos em ficção e não ficção no mês de novembro. Minha fonte de pesquisa foi o site da Veja.com, mas vale lembrar que grandes livrarias como a Cultura e a Saraiva; além das próprias editoras, também costumam divulgar as suas listas. Confiram:

Ficção

1º – A Cabana
William Young – Ed. SEXTANTE

2º – Querido John
Nicholas Sparks – Ed. NOVO CONCEITO

3º – A última música
Nicholas Sparks – Ed. NOVO CONCEITO

4º – Amanhecer
Stephenie Meyer – Ed. INTRÍNSECA

5º - O milagre
Nicholas Sparks – Ed. AGIR

6º - Fora de mim
Martha Medeiros – Ed. OBJETIVA

7º - Depois da escuridão
Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe – Ed. RECORD

8º - O último olimpiano
Rick Riordan – Ed. INTRÍNSECA

9º - Queda de gigantes
Ken Follett – Ed. SEXTANTE

10º - Elite da tropa 2
Luis Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e outros – Ed.NOVA FRONTEIRA

Não – Ficção:

1º – 1822
Laurentino Gomes – Ed. NOVA FRONTEIRA

2º – Comer, rezar, amar
Elizabeth Gilbert- Ed. OBJETIVA

3º – Comprometida
Elizabeth Gilbert- Ed. OBJETIVA

4º – 1808
Laurentino Gomes – Ed. NOVA FRONTEIRA

5º - Não Há Silêncio que Não Termine
Ingrid Betancourt – Ed. COMPANHIA DAS LETRAS

6º - Vida
Keith Richards – Ed. GLOBO

7º - Bilionários por Acaso
Ben Mezrich – Ed. INTRÍNSECA

8º - Conversas que tive comigo
Nelson Mandela – Ed. ROCCO

9º - Guia politicamente incorreto da História do Brasil
Leandro Narloch – Ed. LEYA BRASIL

10º - Justin Bieber – Uma biografia não autorizada
Chas Newkey- Burden- Ed. PRUMO