Barone escreve sobre os pracinhas e desagrada a crítica

postado por Andreia Santana @ 2:30 PM
8 de maio de 2013

Barone partiu das histórias do pai para compor livro sobre os pracinhas da FEB

O baterista da banda Paralamas do Sucesso, João Barone, deu um tempo nas baquetas para estrear na literatura em uma empreitada bem diferente da visão que se tem do seu trabalho. E talvez venha daí a birra de alguns críticos com o livro 1942 - O Brasil e sua guerra quase desconhecida. Filho de um ex-pracinha da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e fascinado pelas histórias dos soldados brasileiros que lutaram na Itália, – ao todo o país enviou 25 mil soldados para o front -, o músico no seu livro conta essa história e analisa a participação do Brasil na II Guerra Mundial.

O músico fez uma extensa pesquisa para compor seu livro, que traz dados históricos, curiosidades e fatos emocionantes da vida dos soldados; além das lembranças de seu pai. A crítica anda pegando no pé do autor por considerar o artista inapto para compor uma obra histórica.

Independente da qualidade literária da obra, ou da experiência ou não de Barone em analisar a guerra dentro de todo um contexto histórico e social, a iniciativa dele em relembrar a epopeia dos pracinhas da FEB é louvável, visto que a maioria dessas testemunhas da guerra já morreu (no ostracismo) e os poucos que restam só são lembrados pelos breves minutos do desfile do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, uma vez por ano.

Ao homenagear o pai, Barone estende a honra a todos esses soldados anônimos que, com exceção de obras acadêmicas sobre o conflito, não inspiraram autores mais talentosos e que tenham por ofício a escrita, a contar suas aventuras e desventuras para as novas gerações.

E olha que a literatura de guerra é bem vasta, mas geralmente se concentra nas lembranças de sobreviventes do holocausto ou nas memórias pessoais de autores consagrados como Marina Colasanti, que era menina e morava na Itália duranta II Guerra (relembre reportagem sobre a literatura de guerra a partir da visão de crianças que viveram o conflito).

Sobre o livro de Barone, o colunista e editor da revista Época, Luiz Antônio Giron, escreveu o seguinte, em seu blog:

“Barone revela-se dócil, domesticado. Ele se debruça sobre a participação dos pracinhas com interesse. Mas não se sai bem, já que não tira todas as consequências da pesquisa que realizou. Entre suas teses, a mais curiosa é a que afirma que cidadãos nascidos no Brasil lutaram dos dois lados da Guerra. Mas ele não vai fundo. Em um tom de enciclopédia estudantil, passeia pelos fatos, arrola dados, apresenta caixas com informações pitorescas. E não sai disso. Conclui seu estudo afirmando que os pracinhas, “caboclos brasileiros”, foram bravos e deixaram boas lembranças entre a população do Sul da Itália. Uma conclusão sem graça.”

Ficha Técnica:

1942 - O Brasil e sua guerra quase desconhecida

Autor: João Barone

Editora: Nova Fronteira

288 páginas

R$ 35,90


Selo Negro lança livro em Salvador nesta sexta

postado por Andreia Santana @ 12:52 PM
27 de novembro de 2012

O livro Mulheres negras do Brasil escravista e do pós-emancipação, publicação da Selo Negro Edições, será lançado nesta sexta-feira, dia 30, em Salvador, na Livraria LDM do Espaço Itaú Glauber Rocha (praça Castro Alves).

A obra é organizada pelos historiadores Giovana Xavier, Juliana Barreto Farias e Flavio Gomes e oferece um quadro amplo das experiências das mulheres negras, primeiras agentes da emancipação da comunidade de africanos e de seus descendentes na diáspora. No livro estão reunidos artigos de 20 importantes especialistas no tema, cobrindo o Brasil de norte a sul em termos teóricos e no uso de fontes diversas. A coletânea também passeia por cidades, plantations e áreas de mineração nos séculos XVIII, XIX e primeiras décadas do século XX.

Além dos três organizadores, assinam os textos de Mulheres negras do Brasil…: Adriana Dantas Reis, Antônio Liberac Cardoso Simões Pires, Camillia Cowling, Eduardo França Paiva, Flavia Fernandes de Souza, Isabel Cristina Ferreira dos Reis, Luciano Figueiredo, Marcelo Paixão, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Maria Helena P. T. Machado, Mary Karasch, Paulo Roberto Staudt Moreira, Petrônio Domingues, Sandra Lauderdale Graham, Sandra Sofia Machado Koutsoukos, Solange P. Rocha e Valéria Gomes Costa.

A principal proposta do livro, segundo os historiadores, foi não somente caminhar a partir das mulheres, mas com elas e por meio delas. Por conta disso, os textos tiveram como centro da análise os percursos de pequenas biografias, em uma diversidade territorial que abrange grandes cidades escravistas, destacando principalmente os estados de Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Goiás, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

Outro diferencial do livro é a construção da narrativa de forma diferenciada da abordagem acadêmica tradicional. Além disso, os artigos possuem uma rica diversidade de fontes documentais utilizadas nas pesquisas, como processos, jornais, literatura, inventários, músicas, poesias, registros de óbito, de batismo, iconografia e etc.

Ficha Técnica: 

Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação

Organizadores: Giovana Xavier, Juliana Barreto Farias e Flavio Gomes

Editora: Selo Negro Edições

320 páginas

Preço: R$ 79,90 (ebook R$ 55,90)

Mais informações no site: www.selonegro.com.br

*Com informações fornecidas pela editora


Livro traça perfil de Hitler a partir de suas amantes

postado por Andreia Santana @ 11:24 PM
30 de agosto de 2012

Os curiosos pelos bastidores da História tem mais um lançamento que se propõe a decifrar os segredos de alcova de Adolf  Hitler, se é que restou algum para ser decifrado, pois a wikipédia e outros sites andam cheios deles. No livro Todas as mulheres de Hitler (Editora Lafonte), o jornalista Erich Schaake resgata as histórias das amantes e até das paixões platônicas do ditador nazista.

O início do livro começa com a vida da mãe de Adolf Hitler, Klara, superprotetora e humilhada pelo marido, até chegar a Eva Braun, sua mais famosa amante. Braun, inclusive, foi tema de um conpêndio de mais de 600 páginas lançado em 2009, A história perdida de Eva Braun, da escritora Angela Lambert, que no Brasil saiu pela Casa das Letras.

Me impressionou o fato da foto de capa dos dois livros ser exatamente a mesma, uma imagem aliás, que é ícone do relacionamento de Hitler com Eva Braun. Além disso, nessa biografia de Eva escrita por Lambert, são revelados aspectos da intimidade dela com Hitler que são resgatados e vendidos como “novidade” pelo livro de Erich Schaake, como o fato dela sentir dores durante o ato sexual e por isso evitá-lo, ou a informação médica de que Hitler possuia apenas um dos testículos, e que antes do suicídio em seu banker em Berlim, apresentava os primeiros sinais do mal de Parkinson.

Capa da biografia de Eva Braun, de 2009

Schaake porém, tenta ir além do que já se sabe sobre a vida doméstica de Hitler e revela a existência de dois médicos judeus na vida do ditador, um que teria salvo a vida de uma de suas amantes e outro que teria assistido a mãe do führer no leito de morte. Além disso, o autor tenta decifrar que tipo de magnetismo um homem sem atrativos físicos exercia sobre mulheres de diversas idades e posições sociais. A charada muito provavelmente passa pelo poder político de seu partido no auge do nazi-fascismo.

Ficha Técnica:

Todas as mulheres de Hitler

Erich Schaake

Editora Lafonte

224 páginas

Preço: R$ 39,90


Livro analisa triângulo amoroso do primeiro império

postado por Andreia Santana @ 10:57 PM
17 de maio de 2012

Uma dica de lançamento literário em Salvador, para os amantes de História. A historiadora Mary del Priore estará na capital baiana neste domingo, 20, a partir das 14h, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, lançando A carne e o sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a marquesa de Santos.

A obra de Mary del Priore revela, a partir de cartas inéditas, novas perspectivas dos personagens envolvidos no mais famoso triângulo amoroso da história do Brasil, formado pelo imperador D. Pedro I, a imperatriz Leopoldina e Domitila de Castro, que recebeu do amante o título de Marquesa de Santos.

O livro, que une pesquisa histórica com pitadas de romance, traça ainda um panorama das intrigas políticas e amorosas que atormentavam a corte brasileira nas primeiras décadas do século XIX.

Serviço:

O quê: lançamento de A carne e o sangue, de Mary del Priore

Quando: Domingo, 20 de maio, 14 às 16h

Onde: Livraria Cultura Salvador Shopping (Av. Tancredo Neves, 2915)


Mais investimento para a leitura nacional no Dia Mundial do Livro

postado por Andreia Santana @ 3:12 PM
23 de abril de 2012

Miguel de Cervantes

O Ministério da Cultura (Minc) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), anunciaram nesta segunda, 23, Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, investimentos na ordem de R$ 333,7 milhões no Plano Nacional do Livro e Leitura. Entre os mais de 40 projetos, estão investimentos para construir novas bibliotecas, modernizar parte da rede atual e promover ações de fomento à leitura e à formação de mediadores país afora.

A notícia é um alento aos que vivem da literatura. Principalmente após a última pesquisa do Instituto Pró-Livro, que traçou o perfil dos leitores do país e demonstrou que está faltando incentivo ao desenvolvimento da literatura nacional, ainda mais com o Brasil sendo pródigo em autores de fama mundial. Basta citar como exemplo o baiano Jorge Amado, cujo centenário é este ano, e Machado de Assis, que teve  uma de suas obras citadas como uma das preferidas do cineasta Woody Allen. Na safra mais recente de autores, vale lembrar que um romance de Cristóvão Tezza está concorrendo a um prêmio literário internacional.

O 23 de abril – A data foi instituída oficialmente em 1995 pela Unesco, para valorizar o gosto pela leitura e produção literária mundial, incentivar o respeito aos direitos autorais; além de homenagear a data das mortes de Miguel de Cervantes e William Shakespeare, os dois morreram em 23 de abril de 1616.

Sobre Cervantes, existe ainda uma outra data mundial do livro associada ao escritor espanhol, autor de Don Quixote: o 7 de outubro, data controversa sobre o seu nascimento, no ano de 1547. Controversa porque há pesquisadores que dizem que Cervantes nasceu em 29 de setembro, mas foi batizado em 7 de outubro. Outros, que ele nasceu em 7 de outubro mesmo. Criada em 1926, a data acabou sendo mudada para 23 de abril, em 1930, primeiro na Espanha, para só nos anos 90 ganhar o reconhecimento da Unesco, órgão das Nações Unidas, e tornar-se global. A escolha foi motivada pelo fato da data de morte do escritor ser mais certa que a de seu nascimento. No entanto, bibliófilos mundo afora acabam celebrando as duas datas. E livro é sempre um pretexto bom para celebrar, não é?

A iniciativa de se comemorar um Dia Mundial do Livro surgiu primeiro na Catalunha, como ação local, e por lá existe um costume bem bacana, o de se entregar uma rosa para cada pessoa que compra um livro no 23 de abril. Outra coisa interessante sobre a data é que todo ano, a Unesco nomeia uma Capital Mundial do Livro e em 2012 a escolhida foi a cidade de Eravan, na Armênia. Cidades como Madrid, Turim, Buenos Ayres, Bogotá e Nova Deli já foram escolhidas em anos anteriores.

Assista ao vídeo do LivroClip sobre a história de Don Quixote, de Miguel de Cervantes:

Outras datas para homenagear o livro:

18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil

29 de outubro – Dia Nacional do Livro:  A data é alusiva a primeira edição literária feita no Brasil, em 1808, com a mudança da família real portuguesa para o país. O primeiro livro editado no Brasil foi Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

2 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil

*Minhas fontes de pesquisa para o post: Site da Fundação Biblioteca Nacional / Site do Ministério da Cultura / Instituto Pró-Livro / Agência de Notícias Angola-Press / Acervo de posts do próprio blog.


Biblioteca do IPAC muda de endereço

postado por Andreia Santana @ 9:13 PM
19 de março de 2012

A biblioteca Manuel Querino sairá da sede do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural), no Solar Ferrão, e irá para um novo casarão, o de número 29, na mesma rua, a Gregório de Mattos. A mudança é para melhorar o atendimento ao público, inclusive em termos de espaço e acomodações. Durante o processo de mudança, a biblioteca permenecerá fechada. Segundo o IPAC, o prazo inicial para reabertura é 13 de abril.

Fundada em outubro 1972, a Biblioteca Manuel Querino é referência na área de história da Bahia e de preservação de bens culturais. Desde 2008, ela ocupava um espaço no Centro Cultural Solar Ferrão. O nome do espaço é uma homenagem ao professor, antropólogo e escritor Manuel Querino, que deixou vasto registro da cultura africana no Brasil, através da coleta em fontes orais, em livros como Costumes Africanos no Brasil, além de artigos publicados em jornais da sua época.

O acervo da biblioteca é especializado em história da Bahia, antropologia, arquitetura, urbanismo, arte, artesanato e sociologia


Romance revive duplo suicídio de Stefan e Lotte Zweig no Brasil de 40

postado por Andreia Santana @ 10:22 PM
9 de fevereiro de 2012

Stefan Zweig fugiu da Europa por causa das perseguições aos judeus e fixou residência no Rio de Janeiro no começo dos anos 40

Para os interessados na história dos anos 40, principalmente no que diz respeito ao nazismo e ao contexto da II Guerra, um dos lançamentos deste mês de fevereiro que parece promissor é o romance Lotte e Zweig (Editora LeYa Brasil), de Deonísio da Silva. O livro une fatos reais e ficção para narrar o que seriam as últimas horas de vida do escritor austríaco Stefan Zweig (autor do emblemático Brasil, país do futuro) e de sua esposa Charlotte Elizabeth. O casal, que desde 1940 morava no Brasil, foi encontrado morto em 1942, em sua casa, em Petropólis. Durante anos especulou-se que foi um caso de duplo suicídio, mas o romance de Deonísio da Silva flerta com a teoria de assassinato.

Zweig foi um dos intelectuais foragidos da Europa por conta do avanço do nazi-fascismo. Antes de morrer, ele deixou uma carta cujo conteúdo revela indíscios de uma depressão profunda e de um desencanto enorme com a humanidade. Relatos sobre a morte do autor dão conta, por exemplo, de que ele teria se desiludido com a alegria esfuziante dos brasileiros – sua morte e de Lotte ocorreram no Carnaval de 42 – enquanto na Europa milhares de pessoas eram vitimadas em campos de batalha ou extermínio.

Brasil, país do futuro é uma espécie de crônica de viagem contemporânea. Na obra, iniciada com pesquisas durante visitas do autor ao país na década de 30, Zweig descreve o Brasil em seus aspectos culturais, econômicos e sócio-políticos, chegando ao detalhismo de mostrar balancetes e estatísticas sobre o crescimento do país e suas perspectivas futuras. O Brasil que ele descreve, porém, é o do Estado Novo e, para muitos críticos do texto, a visão do escritor sobre o país é ingênua e ufanista. Ainda assim, lançada em 1941, durante anos, a obra foi tida como uma das principais fontes de informações sobre o Brasil para os europeus e ainda hoje é uma leitura obrigatória – guardadas as devidas proporções do senso crítico e do contexto da época – para quem pesquisa a história brasileira.

Ficha Técnica

Lotte e Zweig

Autor: Deonísio da Silva

128 páginas

Editora LeYa Brasil

Preço: R$ 39,90


Livro conta a história da Cachaça

postado por Andreia Santana @ 1:09 AM
29 de novembro de 2011

Moeda de troca na época colonial, relegada às camadas populares e tida como bebida de baixa qualidade durante décadas, a cachaça vem se reabilitando nos últimos anos e ganhou status de cult, virou item de colecionador e de gourmet. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, De Marvada a Bendita – A História, Gastronomia e as Curiosidades da Cachaça, a Mais Brasileira das Bebidas (Matrix Editora), de Renato Figueiredo, promete deleitar quem aprecia uma branquinha ou quem apenas tem curiosidade sobre o tema.

O livro aborda desde aspectos históricos até temas como a diferença entre a cachaça artesanal e a aguardente de supermercado; o envelhecimento nos mais diversos tipos de madeira e o que eles agregam à bebida; novas e suaves formas de apreciar a cachaça e, ainda, dicas para combinar a cachaça com pratos, petiscos, frutas e especiarias.

Ficha Técnica:

De Marvada a Bendita

Autor: Renato Figueiredo

Matrix Editora

105 páginas

R$ 24,00


Planeta lança segundo volume da trilogia O Terceiro Reich

postado por Andreia Santana @ 9:05 PM
6 de outubro de 2011

Invasão de tropa nazista ao gueto de Varsóvia

Essa dica é para os amantes de história. O Terceiro Reich no poder, segundo volume da trilogia do historiador Richard J. Evans sobre o nazismo, já está disponível nas livrarias, em publicação no Brasil pela Editora Planeta. A obra é um compêndio de 1024 páginas, que combina narrativa, descrição e análise dos acontecimentos que consolidaram a ditadura de Hitler, entre 1933 e 1939, no período anterior à II Guerra Mundial. Embora dê sequência ao primeiro livro – A chegada do Terceiro Reich – , pode ser lido de forma independente, mesmo por quem não conhece a obra anterior, mas tem interesse específico nas questões políticas do nazismo.

O livro mostra como Hitler manipulou diversos setores da polícia e do exército até chegar ao cargo de chanceler, transformando a Alemanha em um estado de partido único, direcionado quase que exclusivamente para a guerra e o ódio racial. Em pouco tempo, muitos direitos individuais foram suprimidos, assim como leis até então estabelecidas. Entraram em vigor novas legislações, feitas para legitimar a execução de inimigos, principalmente comunistas e sociais-democratas, num primeiro momento, e posteriormente, judeus, ciganos, negros e homossexuais.

A criteriosa pesquisa de Evans resgata até as piadas políticas que se fazia na época sobre o regime nazista. Não deixa ainda de focar na propaganda nazista por meio das artes, do cinema, da literatura, dos jornais e principalmente do rádio. O autor detalha também as brigas internas pelo poder dentro do Partido Nazi, o sufocamento da Igreja Católica e a campanha de acusações de crimes sexuais cometidos por seus integrantes; além da influência da política nazista na educação escolar, o declínio da ciência com a fuga de cientistas dos países dominadmos e a gradual escassez de matérias-primas. Uma parte importante da obra é dedicada a explicar o ódio dos nazistas pelos judeus e a inclemente perseguição que culminaria no Holocausto.

Quem é – Richard J. Evans é um dos mais destacados especialistas em história da Alemanha na contemporaneidade. Nasceu em Londres, em 1947. Foi professor de história na Universidade Columbia e na Universidade de Londres e atualmente leciona história moderna em Cambridge. Embora tenha vasta bibliografia e importantes prêmios literários e acadêmicos, A Trologia do Terceiro Reich é a primeira obra publicada em português.

Ficha Técnica:

O Terceiro Reich no poder – segundo volume da trilogia de O Terceiro Reich

Autor: Richard J. Evans

Editora Planeta

1024 páginas

R$ 129,90


Livro conta a história da exploração do ouro no Brasil

postado por Andreia Santana @ 6:49 PM
18 de março de 2011

A história da corrida do ouro durante o Brasil colonial é recontada pelo jornalista Lucas Figueiredo no livro Boa Ventura!, lançamento da Editora Record que chega ao mercado brasileiro agora em março. A obra é ambientada em 1876, durante a decadência do império lusitano e após o fim do ciclo do ouro.

Em tom de flashback e unindo aventura e história, o livro começa com a falência do tesouro do rei D. Luis I, no final do século XIX, que vasculhando os cofres do reino em busca de joias e itens de valor para venda, encontra uma pepita de ouro de 20 quilos. A partir daí, a obra revive os detalhes da febre do ouro no Brasil e em Portugal.

São narradas em Boa Ventura! desde as tentativas infrutíferas dos primeiros anos da colonização, quando as expedições para localizar ouro e pedras preciosas deram em nada e muito dos “homens valorosos do reino” encontraram a morte por doenças tropicais nos confins das florestas, até a descoberta do metal precioso, primeiro em Minas Gerais, depois Bahia e Goiás.

Lucas Figueiredo traça um painel  riquíssimo tanto dos desafios em domar a natureza selvagem quanto a humana, pois não faltam traições, intrigas, assassinatos e muita corrupção nessa história.

Ficha Técnica:
Boa Ventura!

Autor: Lucas Figueiredo

Grupo Editorial Record/Editora Record

368 páginas

Preço: R$ 39,90

*Com informações fornecidas pela editora