Livro mistura HQ e prosa para recontar mitos gregos

postado por Andreia Santana @ 12:11 PM
24 de junho de 2013

O amor trágico de Orfeu e Eurídice e as verdades e mitos por trás do culto ao deus Apolo, em Delfos, na antiga Grécia, são algumas das histórias recontadas sob a perspectiva da paixão dos gregos pela música, no livro Os mitos gregos e a música, que a Editora Ática lança este mês no mercado editorial brasileiro.

Voltado para pré-adolescentes, o livro, de autoria de Marcos Martinho e André Diniz, com a coordenação editorial da autora infanto-juvenil Heloísa Prieto, mistura quadrinhos e prosa, em uma linguagem bem acessível.

Os mitos gregos e a música conta a história dos irmãos Gu, uma adolescente de 16 anos que tem a mente aguçada e grande curiosidade científica, e Fê, seu irmão de 10 anos, que vive com a cabeça no mundo da fantasia e costuma levar as narrativas dos mitos antigos ao pé da letra. Os dois viajam até a Grécia para visitar o tio Hermógenes, que é arqueólogo e trabalha no sítio arqueológico de Delfos, e durante o trajeto estão aos cuidados do carismático  guia turístico Pausânias.

Em Delfos, os jovens aprendem sobre  o antigo oráculo e suas profecias, como a de Édipo, entendem o que fazem os arqueólogos, atentam para as diferenças entre fato histórico e mito e o quanto, quando se fala em História Antiga, uma coisa está inserida na outra, e conhecem os instrumentos musicais fabricados na antiga Grécia, bem como as origens das competições musicais que honravam Apolo na antiguidade.

O livro é instigante, com diálogos bem humorados e inteligentes e ilustrações que enriquem a narrativa. Conceitos filosóficos costuram a trama, mas sem didatismo e sem cansar os jovens leitores. Para os adultos que gostam de mitologia, a obra é uma boa pedida para uma leitura compartilhada entre pais e filhos. Já o rico glossário no final serve ainda para facilitar a adoção da obra por escolas, como recurso complementar às aulas de História e Artes.

Um dos principais méritos da publicação é que ao chegar ao final, o leitor se sente estimulado a investigar mais sobre a cultura clássica e sua herança contemporânea para a humanidade. Sem dúvida, um jeito bem divertido de aprender!

Ficha Técnica:

Os mitos gregos e a música

Autores: Marcos Martinho e André Diniz

Coordenação: Heloísa Prieto

Editora Ática

72 páginas

Preço: R$ 30,90

Classificação indicativa: entre 11 e 12 anos (6º e 7º anos do ensino fundamental)


Editora de e-books estreia com obra infantil interativa

postado por Andreia Santana @ 7:07 PM
16 de março de 2013

Dragoberto, livro digital interativo para crianças, de autoria de Alfredo Stahl e ilustrações de Beatriz Bittencourt, é a aposta da editora e-stilingue para sua estreia no mercado brasileiro de e-books. O livro, que já está disponível para compra na Apple Store, traz narração, trilha sonora e a promessa de muita interatividade para os pequenos leitores.

Segundo André Sala, sócio da nova editora, a proposta da e-stilingue é permitir uma criação conjunta que reúna autor, ilustrador, animador, programador, sonorizador e narrador em projetos inéditos e autorais, ao invés do padrão atual adotado pelo mercado de e-books nacional, que se contenta em adaptar textos originais ao formato digital. Nesse caso, a proposta é conceber projetos que já nascem com o DNA para mídias digitais, focados especificamente para a interação em tablets e smartphones.

Dragoberto, segundo sinopse fornecida pela editora, conta a história de um dragão que prefere comer melancias a devorar pessoas e animais ou destruir aldeias. O resultado é que ele cospe sementes, ao invés de fogo como os outros dragões. Proibido de comer suas melancias, Dragoberto usa a imaginação para embarcar em uma aventura à procura de uma fruta sem sementes.

Junto com texto e ilustrações, o livro traz uma trilha sonora especialmente composta para a obra e recheada de efeitos sonoros que simulam os ruídos dos personagens. É possível ainda acompanhar a história com ou sem narração, e com o texto em três línguas: português, inglês e espanhol.

Para saber mais sobre Dragoberto, acesse o site oficial: www.dragoberto.com

 


Caramelo lança livro inspirado em nova animação da Dreamworks

postado por Andreia Santana @ 10:38 AM
12 de março de 2013

A editora Caramelo, especializada em obras infanto-juvenis e de cunho educativo, lança no mercado editorial brasileiro agora em março, a adaptação em português do livro Os Croods Trocam Tudo!, inspirado nos personagens da nova animação da Dreamworks, Os Croods, que tem previsão de estreia nos cinemas do país no próximo dia 22.

Os Croods tem estreia prevista para 22 de março

Os Croods são a nova produção dos criadores de um grande sucesso da Dreamworks, Como treinar o seu dragão, que por sua vez, foi inspirado na série homônima de livros juvenis da escritora Cressida Cowell, que narram as aventuras do vicking Soluço Spantosicus Strondus III e seu dragão Banguela.

Em Os Croods trocam tudo!, indicado para crianças em idade pré-escolar, a ideia é brincar com as formas divertidas e exóticas dos personagens da animação, como os laiotes, mistura de lagarto com coiote. O livro tem as páginas cartonadas, super coloridas e cortadas em três partes horizontais que podem ser viradas independentemente e trazem combinações de versos que podem ser agrupados e reagrupados de formas diferentes.

A ideia é que a criança possa montar bichinhos ainda mais esquisitos, com cabeças, troncos e patas que se misturam. Segundo a editora, é possível fazer 200 combinações diversas com os pedaços de croods e os versinhos, contando e recontando a história dezenas de vezes, sem enjoar.

Ficha Técnica:

Os Croods trocam tudo!

Autor: Dreamworks

Tradutor: Mila Dezan

Ilustração: Tina Francisco

10 páginas

Editora Caramelo

Preço: 44,90

 


Infância de Picasso é tema de livro para crianças

postado por Andreia Santana @ 5:22 PM
30 de outubro de 2012

A infância de Picasso, de Tony Hart, é o novo lançamento infantil da Callis Editora, que chega ao mercado editorial brasileiro este mês, pegando carona no aniversário do pintor, que seria em 25 de outubro (ele nasceu em 1881). O livro traz histórias curiosas sobre a infância de um dos gênios da pintura mundial, de forma lúdica e divertida. Pablo Picasso, por exemplo, produziu seu primeiro quadro, O Toureiro, quando tinha apenas oito anos de idade. Ele nasceu na Espanha, mas também morou em Paris e em várias cidades do país natal, morreu aos 92 anos e produziu obras famosas como Guernica, Les Demoiselles d’ Avignon, Retrato de Suzanne Bloch e Banho. O pintor é ainda considerado um dos co-fundadores do cubismo.

O livro sobre Picasso faz parte da coleção Crianças Famosas, que traz também a infância de artistas como Anita Malfatti, Bach, Cartola, Jorge Amado, Chiquinha Gonzaga e Ziraldo.

 Ficha Técnica:

 A infância de Picasso

Autor: Tony Hart

Callis Editora

24 páginas

Preço sugerido: R$ 19,90


Coleção infanto-juvenil aborda mitos e lendas da cultura popular

postado por Andreia Santana @ 12:46 PM
1 de agosto de 2012

Personagens como Saci-Pererê, Iara, Curupira, Caipora e Boitatá, da mitologia indigena, se uniram aos lobisomens, cucas, bruxas e mulas sem cabeça trazidos pelos colonizadores europeus e formaram o caldo das lendas populares brasileiras. E é essa rica mistura que os seis volumes da coleção infanto-juvenil Mitologia Brasílica (Liz Editora), do escritor Mouzar Benedito e do desenhista Ohi, resgatam em uma linguagem coloquial e divertida. Apesar da indicação para crianças e adolescentes, os livrinhos também podem e devem ser lidos por um público mais velho e que admira as lendas e contos antigos. Além de apresentarem os questionamentos e discussões sobre os mitos e suas funções na cultura e na formação do imaginário coletivo, os livros também trazem propostas de discussão em sala de aula sobre temas como meio ambiente, ajudando professores que queiram adotá-los como recurso didático.

Cada livro traz um conto sobre o mito ou mitos tratados, além de material informativo sobre a origem do mito, seu habitat, sua função e tudo que se relaciona a ele. No livro sobre o Saci, por exemplo, é mostrada desde a origem indigena, guarani, de guardião da floresta; até a mistura com elementos da cultura africana e portuguesa que configuraram o personagem como conhecemos na atualidade. Já no livro sobre a Iara, figuram outros personagens do imaginário mítico popular brasileiro, como o boto e as amazonas. Inicialmente masculino (Ipupiara), o mito se transformou com a chegada dos europeus e a mistura com as antigas lendas das sereias.

Um terceiro volume, sobre o curupira, traz ainda informações sobre o mapinguari e uma abordagem mais ecológica, sobre a preservação das matas e da fauna do país. Outro livro aborda a caipora (ou o caipora) além do anhangá. Um quinto volume é sobre o boitatá e o sexto traz as “lendas importadas” do lobisomem, cuca e mula sem cabeça, sem esquecer as bruxas medievais.

Ficha Técnica:

Mitologia Brasílica – 6 volumes

Autores: Mouzar Benedito e Ohi

Liz Editora

Preços sugeridos: R$ 150,00 pela coleção completa ou R$ 30,00 por volume

Os volumes:

O Saci – guardião da floresta – 64 páginas

A Iara – encanto das águas – 48 páginas

O Curupira, nosso gênio das matas – 48 páginas

O Caipora, amigo dos bichos – 48 páginas

O Boitatá – esse mito é fogo! – 48 páginas

Lobisomem, Cuca e Mula sem Cabeça – importados e naturalizados – 48 páginas


Uma ode à sinceridade infantil e a liberdade de expressão

postado por Andreia Santana @ 3:43 PM
4 de junho de 2012

Gianninno, apelidado Gian Burrasca (tempestade) por ser considerado muito travesso, é apenas uma criança típica, mas extremamente inteligente e precoce; capaz de surpreender os adultos em suas contradições. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não é uma máxima convincente para o pequeno Gian. Nas páginas de seu diário, ele questiona as injustiças cometidas por pais muito severos com seus filhos, mas que são pessoas moralmente frágeis a ponto de colocar em xeque a credibilidade da criação dos pequenos.

Os relatos de O diário de Gian Burrasca, do humorista italiano Vamba (que nasceu Luigi Bertelli), são de um tempo em que castigos corporais e palavras duras, desqualificantes, faziam parte da criação dos filhos. Um tempo em que os pais não conquistavam o respeito pela coerência de suas ações e palavras, mas apenas por incutir temor nas crianças. O livro, no entanto, é mais que isso. Através do personagem Gian Burrasca, Vamba mostra a hipocrisia da sociedade italiana do começo do século XX (a obra é de 1906/1907) e embora pareça antiga, a história é atemporal. A crítica social, política e de costumes contida no diário vale tanto para a Itália quanto para qualquer outro país nos dias de hoje.

Gianninno, na tentativa de ser um filho modelo e comportado, coloca em prática os ensinamentos teóricos que recebe da família, mas sempre esbarra na prática contrária. Se os parentes mandam que ele respeite os mais velhos, por exemplo, agem de forma diferente das próprias palavras, colocando apelidos maldosos nos tios ricos e vivendo na expectativa de que estes morram para legar-lhes uma gorda herança.

Na cabeça do menino, a contradição, justificada pelos adultos como parte do “jogo social”, provoca revolta e insurreição. Giannino, sentindo-se injustiçado por fazer o que dizem ser certo, mas ser repreendido devido à maleabilidade da moral e ética adulta, se revolta e acaba levando outras crianças para a sua “revolução”.

Na Itália, O diário de Gian Burrasca é considerado um clássico e já foi levado aos palcos em forma de musical

O problema é que só o leitor percebe as jogadas de Gian para revelar aos adultos as próprias falsidades. Imersos no lodo da sociedade, os mais velhos estão cegos e surdos a qualquer tentativa do garoto de dar-lhes uma lição. De certa forma, a mensagem de Vamba parece dizer que em meio à forte pressão do grupo para a manutenção das coisas como estão, as vozes dissidentes serão sempre consideradas rebeldes e marginais, mesmo que estejam certas.

O menino, depois de desventuras e aventuras e de ser levado daqui para ali, para a casa de parentes que tentam “corrigi-lo”, é mandado para o colégio interno como um último recurso de uma família que não pretende assumir a responsabilidade pela sua formação, revendo inclusive os próprios erros (a ideia dos adultos é de que eles não erram); mas apenas ditar-lhe normas de comportamento que quando ele for adulto poderá quebrar ou remodelar ao sabor das circunstâncias, mantendo sempre a “ordem natural das coisas”.

No colégio, Gian descobre que as mesmas injustiças domésticas existem em grau máximo e passa a fazer parte de uma sociedade secreta que tem por finalidade revelar os maus-tratos sofridos pelos alunos e também punir os diretores que não só praticam as barbaridades, como são coniventes com a perversidade de outros funcionários.

Sem voz em uma sociedade que não dá a menor credibilidade às crianças, o menino e seus companheiros passam a usar táticas de guerrilha para sobreviver em meio a uma ditadura de costumes imposta por pais, professores e qualquer outro adulto.

À primeira vista, O diário de Gian Burrasca, pode parecer só uma saudosa coletânea de traquinagens infantis. Mas através das memórias de seu protagonista, o autor homenageia não somente a infância livre e criativa dos tempos de outrora, mas acima de tudo, a capacidade das crianças de serem sinceras e dizerem sempre as “verdades inconvenientes”. Faz ainda uma bela apologia à liberdade de expressão em uma sociedade que pratica a patrulha ideológica e a repressão dos talentos individuais, em qualquer tempo.

Ficha Técnica:

O diário de Gian Burrasca

Autor: Vamba (Luigi Bertelli)

Tradução: Reginaldo Francisco

Editora Autêntica

248 páginas

Preço: R$ 34,00


Resenha: A fala de uma criança pela voz de um adulto

postado por Andreia Santana @ 1:02 PM
23 de maio de 2012

O italiano Edmondo de Amicis bem que tenta fazer o leitor acreditar que quem narra Cuore é um menino de nove anos, mas é a sua voz de um homem feito e cheio de boas intenções, mas marcado pelos preconceitos de seu tempo, que é ouvida. Escrito em forma de diário, onde um garoto italiano de meados do século XIX narra o dia a dia em uma escola pública onde estudam filhos de pobres e ricos, o livro é considerado um clássico, mas não é dos tais que podem ser lidos a qualquer tempo como se falasse dos dias de hoje. Cuore é datado e sua leitura se justifica mais como curiosidade antropológica.

O tom lacrimoso da obra e a defesa ferrenha de um patriotismo até certo ponto cego comprometem a fruição do livro por um leitor contemporâneo e mais crítico, embora a edição em português (da Autêntica) prime pelo criterioso trabalho de contextualização através de uma boa introdução da editora e de notas de rodapé. Ainda assim, boa parte dos conselhos de Amicis, como bem definiu um dos personagens de Umberto Eco – Gragnola, do livro A misteriosa chama da rainha Loana, soa fascistas.

Há no livro um excesso de caridade cristã, um engrandecimento da pátria e da figura dos governantes (no caso da obra, do rei), uma exortação à moral e aos bons costumes que flertam perigosamente com ideais totalitários. É compreensível que na Itália recém-unificada do período, as obras infantis buscassem inspirar nos pequenos leitores a ideia de nação, respeito e união entre as diversas províncias, de culturas e dialetos diversos, que formavam o país. Mas ainda assim, há nas entrelinhas de Cuore um certo fanatismo.

A forma como os pais do protagonista lidam com ele também é impensável nos dias de hoje, visto que os métodos de educação, ao menos teoricamente, evoluíram da velha chantagem emocional com objetivo de deixar o outro culpado (“assim você mata a sua mãe de desgosto”) para uma tentativa de se estabelecer um diálogo e uma compreensão melhor entre pais e filhos. Mas Cuore é um livro que divide as crianças em anjos e casos perdidos. Sendo que os últimos são tratados sem a menor condescendência ou sequer uma tentativa de reabilitação.

A fala de Enrico, o personagem central e narrador do diário, é enfadonha, artificial e adultizada em excesso, o que se justifica pela própria semi-existência de um conceito de infância na época em que a obra foi escrita. Amicis não parece compreender as crianças e o universo infantil, daí não ser capaz de falar como uma delas.

Em resumo, Enrico é um garoto bem-nascido, filho de um engenheiro rico, e dotado daquela superioridade que se traveste de piedade para com os desafortunados. Piedade essa que estende uma moeda ou um pão ao faminto, mas que não encoraja mudanças no status social, por exemplo.

Os amigos pobres de Enrico são sempre tratados como coitados e a qualquer grosseria feita pelo menino para um deles, num caso típico da idade e das rixas infantis, é punida pelo pai do garoto com um sermão pio que segue caminhos tortuosos. Enrico, diz seu pai, precisa manter sua posição de superioridade, servindo aos amiguinhos pobres como inspiração em termos de cavalheirismo, embora por sua condição de nascimento eles nunca cheguem de fato a cavalheiros.

As intervenções desse pai de fina estirpe no diário do filho, através de longas cartas e inserções no caderno onde o menino registra seu cotidiano escolar e desabafa suas incertezas, mostram a preocupação de um pai em ensinar ao filho como demarcar seu status social desde muito cedo, mas a fazer isso de forma gentil, piedosa e até certo ponto hipócrita. O mundo é dividido entre nós, os bem-nascidos, e eles, os necessitados. E só.

No meio dos dois grupos, demarcando a fronteira, um engrandecimento e louvação excessiva ao exército e à figura do soldado como guardião do status quo da sociedade. Fascista, com certeza. E embora o fascismo ainda não existisse nos tempo de Amicis, de algum lugar  – ou de vários lugares – os criadores do partido tiraram os fundamentos de sua ideologia.

O incentivo ao respeito ao outro, que poderia ser o grande discurso do livro, apenas se insinua, mas sempre com a mancha da divisão da sociedade por classes, o que no fim das contas compromete tanto a leitura quanto a moral da história.

De certa forma, Cuore é um incentivo não à compreensão, mas á tolerância e como bem disse José Saramago certa vez, o ato de tolerar o outro nunca pode ser confundido com o ato de compreender.

Quando se compreende é porque houve a capacidade de ver o mundo e senti-lo na carne do outro; mas quando se tolera, apenas se reforça uma tendência à magnanimidade: “vá lá que eu sou tolerante com você, porque sou superior”.

Uma mensagem nada edificante, não acham?

Ficha Técnica

Cuore

Autor: Edmondo de Amicis

Tradução: Maria Valéria Rezende

Ilustrações: Daniel Hazan

272 páginas

R$ 39,90

 


Graciliano e Nélida Piñon para petits

postado por Andreia Santana @ 12:32 AM
10 de maio de 2012

A editora Record lançou agora em maio, obras de Graciliano Ramos e de Nélida Piñon voltadas ao público infanto-juvenil. De Graciliano, o livro é O estribo de prata, na verdade um dos contos do livro Histórias de Alexandre, que aqui é publicado em versão solo. A obra, que fala da riqueza cultural do sertão, tem ilustrações de Simone Matias. De Nélida, a editora traz para a meninada A roda do vento, uma metalinguagem que fala do prazer da leitura a partir de uma divertida história cheia de imaginação, que remonta à  infância e adolescencia da escritora.

Outro bom lançamento do mês para o público mirim é da Callis Editora, A infância de Ana Maria Machado, de Carla Caruso. Como o título sugere, a obra é uma biografia focada numa fase da vida de uma das maiores escritoras infanto-juvenis do país, Ana Maria Machado, jornalista, professora, e autora de mais de 100 obras.

Fichas Técnicas:

O estribo de prata
Graciliano Ramos
24 páginas / Preço: R$ 32,90
Editora Record

A roda do vento
Nélida Piñon
96 páginas / Preço: R$ 22,90
Editora Record

A infâcia de Ana Maria Machado
Carla Caruso
Callis Editora / Preço: 26,90


Selo Girafinha lança livro infantojuvenil de Myriam Fraga

postado por Andreia Santana @ 11:09 PM
25 de abril de 2012

O pássaro do sol, conto infantojuvenil da escritora baiana Myriam Fraga, diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado,  ganhou edição pelo selo Girafinha (Editora Arte Paubrasil). A obra, ilustrada pela argentina Anabella López, é uma versão da lenda indígena da descoberta do fogo. O conto narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol.

Ficha Técnica:

O pássaro do sol
Texto: Myriam Fraga
Ilustrações: Anabella López
Gênero:Literatura brasileira/Conto Infantojuvenil
60 páginas
Preço: R$ 28,00
Selo Girafinha – Editora Arte Paubrasil


Lançamentos infantis da Planeta e Paulus

postado por Andreia Santana @ 9:38 PM
28 de fevereiro de 2012

Para quem anda em busca de boas dicas de leitura para crianças, o blog destaca os lançamentos das editoras Planeta Infantil, duas histórias da autora argentina Graciela Repún, e Paulus, uma biografia de Chica da Silva em versão infanto-juvenil.

Confiram as sinopses e fichas técnicas das obras:

Xii! Meu corpo está crescendo

Autora: Graciela Repún

Ilustrações: Viviana Garófoli

Editora: Planeta Infantil

24 páginas / R$ 24,90

Sinopse: Sol é uma garota muito especial e observadora que  mora com a mãe, a avó e um peixinho dourado. Sempre  disposta a fazer novas descobertas, às vezes ela se sente diferente, tem muitas dúvidas e sofre por isso. Como no dia em que foi com sua turma da escolinha conhecer o Museu de Ciências Naturais acompanhada pela avó, porque a mãe trabalhava fora.  Os amiguinhos acharam a vovó de Sol muito velhinha e começaram a fazer perguntas para ela sobre dinossauros, D. Pedro I e Pedro Álvares Cabral… Sem entender direito, ela pergunta: “Vó, é verdade que a senhora é muito velhinha? Sempre foi velhinha e eu nunca percebi?”. A vovó então explica que ela também já tinha sido criança e jovem, mas que quando era pequena os dinossauros já não existiam mais. Para entender melhor a passagem do tempo, Sol olha um álbum de fotos e se vê desde bebê em várias idades e tamanhos. Através das dúvidas de Sol, a autora introduz para a meninada noções sobre mudanças, amadurecimento e respeito às diferenças.

Hunf! Quero, quero… porque quero!

Autora: Graciela Repún

Editora: Planeta Infantil

24 páginas

R$ 24,90

Sinopse: Carla é uma menina como tantas outras, mas quando fica irritada por não ser atendida ela se sente muito diferente. Até mesmo as tonalidades de seu rosto mudam, conforme os graus de nervosismo, como um arco-íris. Como no dia em que seu rosto ficou verde, ao enfrentar a recusa de um colega que não lhe entregou o violão. Ele bem que tentou conciliar, mas a menina explodiu em prantos, até receber o instrumento que exigia. Carla ficou  feliz e calma até que a revolta se voltou contra a mãe, que, no supermercado, não lhe deu as bolachas pedidas. Carla abriu a boca e o show começou. Ficou estirada no chão, berrando, exigindo o doce. Todos que estavam no local olhavam espantados. Sua mãe, sem ter escolhas, saiu correndo do supermercado levando-a o mais rápido que pôde para casa. No caminho para casa, já esquecida da irritação, ela começou a cantar. Mas tudo muda para a mimada Carla quando seus coleguinhas e sua família resolvem espernear e gritar antes e mais forte do que ela…

Chica da Silva

Autor: João Pedro Roriz

Ilustrações: Carol Roscito

Editora: Paulus

40 páginas

Preço: R$ 25,00

Sinopse: O livro tem a proposta de contar a história da ex-escrava Chica da Silva por meio de uma situação paralela, o preconceito enfrentado por um personagem contemporâneo. O livro, narrado em primeira pessoa, conta a história de João, órfão de pai, criado pela mãe e pela avó, que vive matando aula para fazer o que mais gosta: jogar futebol. Porém, ele não leva o menor jeito com a bola, e seu desempenho, assim como a sua cor de pele, rende piadinhas dos colegas. Em um diálogo entre o menino e sua avó, que tenta confortá-lo, motivando-o a acreditar em si mesmo e a superar sua insegurança, é contada a história de vida de Chica da Silva, ex-escrava que sofria preconceito por ter conseguido alcançar um bom lugar na sociedade do seu tempo. “— O povo inventava histórias para justificar a ascensão de Chica da Silva. Afinal, a negra filha de uma africana conquistara o posto mais cobiçado entre as mulheres brancas do Tejuco: ser companheira de um rico contratador de diamantes. Chamaram-na de prostituta e feiticeira, mas o mais provável é que João Fernandes a amasse”, narra a avó. O texto conta detalhadamente cada passo da brasileira e retrata o cenário político e econômico da época, além de destacar como viviam os escravos e a situação das mulheres negras no tempo de Chica da Silva.