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Recruta Zero de volta após quase 20 anos

postado por Andreia Santana @ 11:52 PM
2 de março de 2012

A Ediouro – através do seu selo de HQs Pixel Media – traz de volta um dos personagens clássicos mais queridos dos quadrinhos, o Recruta Zero. Batizada de Recruta Zero e Outros Clássicos, a publicação trará histórias completas do carismático e insubordinado soldado, quebrando um jejum de mais de 20 anos sem revistas do personagem. Atualmente, no Brasil, Zero (Beetle Bailey) e seus companheiros de caserna estão disponíveis apenas na forma de compilações ou, mais comumente, em tiras de jornais.

Recruta Zero e Outros Clássicos chega às bancas em 64 páginas coloridas. Além de Zero, a publicação traz histórias de Hagar, o Horrível; Zezé & Cia; A Arca dos Bichos; Os Sobrinhos do Capitão; entre outros.

Criado em 1950 pelo cartunista americano Mort Walker, Zero nasceu inicialmente como um estudante universitário. Diante de pequena repercussão e influenciado pela Guerra da Coréia, no ano seguinte, Walker decidiu alistar o personagem no exército, gerando imediato interesse de cerca de 100 jornais. Com seu jeito anárquico e suas máximas de exaltação do ócio (“Nunca deixa para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã” e “É engraçado como o tempo voa quando estamos de folga”), Zero comandou – ao lado de seus companheiros Quindim, Platão, Dentinho, Roque, Cosme e o famigerado Sargento Tainha – verdadeiras paródias do serviço militar que se espalharam por mais de 52 países, em todo o mundo.

Em 1954, com o fim da Guerra da Coréia, Walker decidiu investir em novas tiras, apresentando a família de Zero. Alia-se, então, a seu amigo Dik Browne e cria Zezé & Cia (Hi and Lois), obtendo grande sucesso. Em 1968, Walker cria a Arca dos Bichos (Boner’s Ark), uma espécie de arca de Noé maluca com bichos falantes. O próximo grande sucesso surge de um projeto solo de Dik Browne, o estabanado viking Hagar, o Horrível. Criado em 1973, o personagem (fisicamente inspirado no próprio Browne) torna-se célebre imediatamente. As tiras dos dois autores são produzidas ininterruptamente até hoje. Após a aposentadoria dos cartunistas, seus respectivos filhos assumiram a produção.

*Com informações da assessoria de comunicação da Ediouro


The Walking Dead vira romance

postado por Andreia Santana @ 9:47 PM
29 de fevereiro de 2012

Quadrinho foi lançado em 2003 e após conquistar os EUA está virando febre mundial

Dos quadrinhos para uma das séries de TV mais bombadas do momento e da televisão para o formato romance. Essa é a trajetória de The Walking Dead. E o primeiro livro da saga, The Walking Dead: A ascensão do governador, chega às livrarias brasileiras agora em março, pela Record. A obra é co-escrita por Robert Kirkman, autor da graphic novel lançada em 2003 e também produtor da versão televisiva, no ar desde 2010 nos Estados Unidos e desde o ano passado no Brasil. Só falta agora chegar à telona, num longa metragem no melhor estilo the origens, para a invasão zumbi se espalhar com a mesma intensidade da praga que transformou quase toda a humanidade em mortos-vivos canibais.

O livro explora o personagem Governador, déspota sanguinário que comanda a cidade de Woodbury após o apocalipse zumbi, revelando suas origens. Na TV, o Governador só deve dar as caras lá para a terceira temporada. Atualmente, a segunda está em exibição, no canal fechado Fox. Este romance é o primeiro de uma trilogia (o filão parece ainda ter muito fôlego para render cifras milionárias aos seus criadores) e apresenta aos fãs da série na tv um novo núcleo de personagens, mostrando como o Governador se tornou um homem tão cruel e qual a origem de suas atitudes extremas.

A julgar pelo sucesso da série em HQ e na tv, o romance tem potencial para virar bestseller. A graphic novel, inclusive, já é best-seller do New York Times e o seriado também bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos, recebendo ainda várias indicações ao Globo de Ouro, inclusive de Melhor Série Dramática, uma das categorias mais disputadas da premiação.

Parte do elenco da primeira temporada, com Rick Grimes (o ator britânico Andrew Lincoln) à frente

Sobre a série de TV, o que posso dizer é que a ação está centrada no grupo de sobreviventes a uma hecatombe zumbi liderados por Rick Grimes, policial que acordou de um coma e descobriu que o mundo que ele conhecia até antes de ser hospitalizado, por conta de um tiro recebido em serviço, não existia mais. No início da primeira temporada, os primeiros episódios mostravam o despertar de Rick nesse mundo apolíptico e sua busca incansável para descobrir o paradeiro da esposa e do filho (Lori e Carl). Agora, na segunda temporada, os dramas morais ganham mais contorno, com os sobreviventes sendo testados até o limite em questões como honra, ética e solidariedade, em um mundo onde a sociedade organizada não existe mais e a lei da selva do cada um por sí passa a imperar. A produção é muito bem cuidada e os episódios envolvem o espectador, que se torna cúmplice dos personagens e de seus dramas.

Ficha Técnica:

The Walking Dead: a ascensão do governador

Autores: Robert Kirkman e Jay Bonansinga

Editora Record

364 páginas

Preço: R$ 34,90

 


Batman é personagem de HQs mais procurado em 2011

postado por Andreia Santana @ 8:35 PM
30 de janeiro de 2012

O MercadoLivre divulgou nesta segunda, 30, um ranking dos quadrinhos mais procurados em 2011 na plataforma de compra e venda online. Bruce Wayne e seu alter ego, Batman, foram os personagens da moda no ano passado, no segmento das HQs. Segundo o levantamento do ML, os gibis do Homem Morcego foram os mais negociados, seguidos de Tex (campeão de vendas em 2010) e Homem Aranha, empatados em segundo lugar. A Turma da Mônica apareceu na terceira colocação.

Entre as editoras, o destaque ficou para a Marvel, que em 2011 também apareceu bastante nos cinemas com as adaptações de Thor, X-Men: Primeira Classe e Capitão América: o Primeiro Vingador. Os filmes não foram necessariamente sucessos de crítica, mas atrairam grande público e ajudaram a alavancar as vendas da editora. A Marvel foi responsável por 15% das vendas registradas ano passado pelo MercadoLivre. Em seguida, vieram os mangás, com 13% dos gibis vendidos e a DC, de Batman e Super Homem, que ficou com o terceiro lugar, somando 12% das transações.


Turma da Mônica divide história com Astro Boy

postado por Andreia Santana @ 9:04 PM
25 de janeiro de 2012

A Turma da Mônica Jovem encontra a princesa Safiri, Astro Boy e Kimba, personagens criados por Osamu Tezuka, em uma nova aventura ecológica que será publicada em dois capítulos, a partir de fevereiro próximo. Essa será a primeira vez na história dos HQs que acontece um crossover entre personagens japoneses e brasileiros. A revista Turma da Mônica Jovem 43, que será lançada no final de fevereiro, trará os mais famosos personagens do “pai do mangá” em uma aventura pela Amazônia ao lado de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e outros personagens de Maurício.

Mauricio de Souza e Osamu Tezuka ficaram amigos em 1980 e pensaram em criar juntos uma história diversas vezes. Mas a morte prematura do artista japonês, em 1989, deixou o projeto parado e, há dois anos, após contato com a família de Tezuka, a ideia da história em quadrinhos foi retomada. Os álbuns serão lançados em fevereiro e março, na revista Turma da Mônica Jovem. Na edição de número 42 da revista, que chega nesta quinta, dia 26, às bancas, sairá um “teaser” sobre o que virá na edição especial.

Em tempo – Falar em quadrinhos, no próximo dia 30 de janeiro comemora-se o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, data que foi criada há 22 anos pela Associação de Quadrinhistas e Cartunistas de São Paulo. Em 1869, nessa mesma data, foi publicada a primeira HQ brasileira, As aventuras de Nhô Quim, do cartunista italiano radicado no Brasil Ângelo Agostini.


Geração lança biografia de Neil Gaiman

postado por Andreia Santana @ 11:53 PM
13 de dezembro de 2011

O homem é multitalentoso, sem dúvida. É escritor, roteirista de cinema e TV, autor de HQs, blogueiro, cineasta e pai de família. De quem estou falando? Perdoem o tom babação do post, mas é do meu muso: Neil Gaiman, cuja biografia sai publicada no Brasil neste final de ano pela Geração Editorial.

Fenômeno da cultura pop, amado por leitores (e sobretudo leitoras), considerado um dos 10 maiores escritores pós-modernos ao lado de Thomas Pynchon e William Burroughs, Neil Gaiman, britânico radicado nos Estados Unidos, é personagem principal das 660 páginas de Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman. O prefácio da obra é assinada por outro muso, Terry Prachett.

No livro, além dos dados biográficos, é possível conhecer detalhes da trajetória profissional de Neil Gaiman, autor que quebrou tabus e transpôs fronteiras ao elevar os quadrinhos ao status de obra de arte literária. É atribuída a ele a “invenção” da graphic novel e tudo graças a Sandman, saga considerada um ícone do gênero.

O biografado - Dividida em doze partes, a biografia mostra desde o apreciador fanático de sushi, sempre vestido de preto, ao criador do Fundo de Defesa Legal dos Quadrinhos (Comic Book Legal Defense Fund).  Nascido em 1960 em Portchester, Inglaterra, Neil Gaiman foi um leitor ávido de literatura de fantasia desde criança, tendo contato desde cedo com os universos de  J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis. Começou a carreira como jornalista e foi crítico de cinema e música; além de ter publicado um livro sobre a banda Duran Duran no começo da carreira. A trajetória nos quadrinhos começou na DC Comics, com Orquídea Negra e Monstro do Pântano, personagens que ressuscitou para a editora. Mas foi Sandman que o tornou mundialmente conhecido e garantiu o World Fantasy Award (o Oscar dos quadrinhos). No cinema, ganharam notoriedade a animação Coraline, homônima a um livro infanto-juvenil de Gaiman, e o cult Máscara da Ilusão. A estreia no gênero literatura fantástica aconteceu com Lugar Nenhum, que bebe na fonte de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, mas com elementos góticos, mitologia e cultura pop. Entre seus maiores sucessos literários estão ainda Deuses Americanos e Os filhos de Anansi. Junto com Terry Prachett escreveu também o hilário e encantador Belas Maldições.

Ficha Técnica:

Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman

Autores: Hank Wagner, Christopher Golden e Stephen R. Bissette.

Tradutor: Santiago Nazarian

660 páginas

Geração Editorial

Preço: R$69,90


Barba Negra lança primeiro trabalho solo de Jen Wang

postado por Andreia Santana @ 6:44 PM
7 de setembro de 2011

A editora Barba Negra lança agora em setembro no Brasil, a graphic novel Koko be Good, da desenhista norte-americana Jen Wang. Conhecida por suas webcomics, a desenhista apresenta neste álbum a história de dois jovens com seus vinte e poucos anos: Koko e Jon. A julgar pela sinopse, o álbum parece promissor!

A sinopse – Jon, recém formado na faculdade, quer viver com sua namorada no Peru, onde ela pretende trabalhar como voluntária em um orfanato. Mas, no meio do caminho, ele é literalmente atropelado pelo furacão Koko, uma baixinha bem invocada que, se fosse dentuça, poderia ser uma versão hardcore da Mônica de Maurício de Souza. Koko é uma garota excêntrica com uma atração por encrencas, milhares de projetos pela frente e um bocado de desafetos acumulados, que descobre em Jon uma qualidade que ela não sabe bem como ter: a bondade, nada mais que a bondade pura e simples. Desse encontro, nasce em Koko o desejo de ser boa, mas alguém sabe o que ser bom significa, de verdade?

Quem é? Jen Wang mora em Los Angeles e nasceu em 1984. Formada em sociologia, trabalhou como recepcionista de hotel, assistente de laboratório e até sanduicheira. Koko Be Good é o seu álbum de estreia e obteve crítica positiva nos Estados Unidos; além de ter conquistado vários fãs.


Ficha Técnica:

Koko Be Good

Autora: Jen Wang

Tradução: Cassius Medauar

Formato: 16×23 cm

Editora: Barba Negro

Preço: RS 29,90

*Sinopse da obra fornecida pela editora.


A Divina Comédia ganha versão em quadrinhos

postado por Andreia Santana @ 7:12 PM
3 de junho de 2011

Dante Alighieri. Poeta nasceu em Florença, em 01 de junho de 1265

Neste sábado, dia 04, chega às livrarias uma versão de A Divina Comédia, obra renascentista de autoria de Dante Alighieri, em versão quadrinhos. O lançamento é da editora Peirópolis. O trabalho, que faz parte da coleção Clássicos em HQ, percorre o paraíso, o inferno e o purgatório de Dante a partir das aquarelas do quadrinista Piero Bagnariol inspiradas em imagens célebres de pintores que também se dedicaram a representar a obra clássica. O roteiro é de Giuseppe Bagnariol e o projeto ainda contou com consultoria de Maria Teresa Arrigoni, especialista em Dante Alighieri.

Considerada a grande obra-prima do poeta florentino, A Divina Comédia foi, ao longo de muitos anos, lido e divulgado com o título originalmente dado por Dante: Comédia. Só a partir de uma edição publicada em Veneza, em 1555, é que o adjetivo “divina” passou a fazer parte do título, acréscimo de outro autor célebre da época, Giovanni Bocaccio.

Para o quadrinista italiano radicado no Brasil, Piero Bagnariol, A Divina Comédia é quase a pedra fundamental do idioma italiano. Coube a ele uma cuidadosa pesquisa iconográfica em parceria com seu pai, que realizou um estudo da vida de Dante Alighieri para embasar os roteiros de passagem entre um e outro trecho do poema. Os trechos escolhidos foram publicados na forma original das traduções, que por sua vez, foram escolhidas por Maria Teresa Arrigoni. Ela indicou para o Inferno a tradução de Jorge Wanderley; e para o Paraíso, a tradução de Haroldo de Campos. O Purgatório ficou por conta da tradução de Henriqueta Lisboa, escolha da Peirópolis, editora que cuida da obra da poeta e tradutora modernista.

O posfácio também é assindo por Giuseppe Bagnariol, que detalha o processo de pesquisa do projeto.

Os autores: Piero Bagnariol nasceu na Itália e veio para o Brasil com vinte anos, em 1992. Quadrinista e grafiteiro é um dos fundadores da revista Graffiti 76% quadrinhos, que edita desde 1995, e autor do álbum Um dia uma morte, com roteiro de Fabiano Barroso. Já Giuseppe Bagnariol é médico e grande conhecedor d’A Divina Comédia.

Ficha Técnica:

A Divina Comédia em quadrinhos

Autor: Dante Alighieri

Versão em quadrinhos: Piero Bagnariol e Giuseppe Bagnariol

72 páginas

Editora Peirópolis

Preço: R$ 39,00


Barba Negra lança grafic novel O morro da favela

postado por Andreia Santana @ 8:54 PM
28 de maio de 2011

“Porque você não sai da favela?” Essa era a pergunta mais frequente que os amigos, do morro e do asfalto, faziam para o fotógrafo Maurício Horta, morador do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. Para entender melhor sua origem, Maurício começou uma pesquisa sobre a comunidade do Morro da Providência, conhecido como Morro da Favela, a primeira brasileira, nascida em 1897.

Gravura representa a ocupação do Morro da Providência (Rio de Janeiro) após a Guerra de Canudos, no sertão baiano

Registra a historiografia oficial que o presidente da recém-nascida República do Brasil, Prudente de Moraes (à época) prometeu aos soldados que vieram para o sertão da Bahia lutar na Guerra de Canudos (1896) que ao voltar para casa, eles receberiam um pedaço de terra. Durante a guerra, diversos soldados acabaram casando com as mulheres que seguiam as tropas. De volta à capital do império, enquanto esperavam a promessa do governo se cumprir, os soldados e suas famílias montaram acampamento num morro onde havia pés de faveleira. A promessa nunca foi cumprida e a terra prometida acabou mesmo sendo tomada na marra, com as famílias recusando-se a deixar o Morro da Providência.

Na graphic novel O Morro da favela, lançamento da LeYa/Barba Negra, o quadrinista André Diniz retrata em preto e branco os tons de cinza do cotidiano e das memórias de Maurício, além da sua relação com a vida e a morte, a polícia e os bandidos, a prisão e a liberdade, a boca de fumo administrada por seu pai, os contrastes entre o morro e o asfalto.

Maurício Horta, o personagem, foi o primeiro fotógrafo a clicar o morro durante a noite, quando o território estava sob domínio dos traficantes. Este registro entrou para a história da cultura carioca. Ele também desenvolveu um trabalho com o fotógrafo francês J.R, registrando o cotidiano da favela.

André Diniz, o autor, é roteirista e desenhista de quadrinhos. Nascido no Rio de Janeiro em 1975, tem mais de 20 títulos publicados desde 2000. Foi agraciado com 14 prêmios, incluindo quatro como roteirista.

Ficha Técnica:

O Morro da favela

Autor: André Diniz

Grafic Novel

128 páginas / Preço: R$ 39,90

Editora Leya / Barba Negra


Entes Perpétuos, leitura para fãs de Neil Gaiman

postado por Andreia Santana @ 7:18 PM
28 de abril de 2011

O britânico Neil Gaiman é um dos autores de quem esta singela blogueira é fã de carteirinha. Mas o Neil Gaiman que eu conheço com bem intimidade é o escritor e contista de ficção. Das obras infanto-juvenis como Coraline e Os lobos dentro das paredes, até os romances do gênero fantasia, literatura fantástica, cultura pop e forte tempero de mitologia: Lugar Nenhum, Deuses Americanos, Os filhos de Anansi; passando pelos livros de contos – Coisas Fragéis e Fumaça e Espelhos -; sem esquecer ainda Stardust (como não listar?) e suas co-autorias: Belas Maldições (romance em parceria com Terry Pratchett) e a coletânea de contos Sandman: o livro dos sonhos I e II, acredito que já li quase tudo o que ele escreveu e foi publicado em português. Quase porque, dos famosos quadrinhos, a saga Sadman que o celebrizou, li bem menos do que gostaria. Mas um dia chego lá.

Sandman (Sonho) e seus irmãos Perpétuos (Morte, Desejo, Delírio, Desespero, Destruição e Destino). Não são deuses, mas nem só com deuses se constrói uma sólida mitologia

A dica que dou hoje especialmente aos “gaimanmaníacos” que como eu não conhecem tanto a trajetória  do autor nas grafic novels, mas que serve também aos iniciados na saga de Sandman, especializados e tarimbados, é a leitura do livro Entes Perpétuos – O Universo Onírico de Neil Gaiman, de Heitor Pitombo, publicação da Editorial Kalaco.

O escritor, argumentista e roteirista Neil Gaiman

Heitor Pitombo, estudioso de quadrinhos, passou anos pesquisando a obra do escritor e todo o “universo onírico e mitológico” de que ele lança mão nas suas produções. Trata-se de um compêndio dedicado aos fãs do escritor e argumentista. Talvez para um profundo conhecedor de quadrinhos até seja meio “café com leite”, mas fã que é fã no mínimo vai dar uma espiada. Já os verdadeiros “cafés com leite” nas grafic novels vão aproveitar bem mais essa espécie de almanaque sobre a obra do britânico que tem fama de ser mais queridinho entre as fãs do sexo feminino. Que seja! Geralmente, mulher é bem mais ligada em mitologia do que homem.  E nada mais mitológico que os perpétuos não é? Coincidentemente, aprendi a gostar do autor através da minha irmã mais nova (essa sim, devidamente enquadrada no time dos especialistas em HQ e colecionadora, há anos, da saga Sandman).

Entes Perpétuos traz um compêndio de tudo o que já foi escrito por Gaiman e lançado no Brasil, seja em quadrinhos ou na carreira literária. Há também uma entrevista do britânico, concedida para Pitombo, bem como depoimentos do parceiro Dave McKean. São de Mckean a maioria das ilustrações das obras roteirizadas por Neil Gaiman para os quadrinhos, bem como são dele também os primorosos desenhos que ilustram Stardust.

Leitura recomendada para quem vive em busca da origem das coisas.

Ficha técnica:

Entes Perpétuos- O Universo Onírico de Neil Gaiman

Autor: Heitor Pitombo

Editorial Kalaco / www.kalaco.com.br

192 páginas

Sugestão de preço: R$ 39,00


Conto de Machado de Assis é transposto para o universo HQ

postado por Andreia Santana @ 6:48 PM
12 de abril de 2011

Machado de Assis é o autor adaptado em novo volume da coleção Clássicos em HQ

A coleção Clássicos em HQ ganhou mais uma obra, a adaptação de Conto de escola, de Machado de Assis. A publicação sai pela editora Peirópolis e é realização do quadrinista Laerte Silvino, que trabalhou o texto na sua versão integral.

Conto de escola foi publicado originalmente em 1884, na Gazeta de Notícias, e depois em 1896, no livro Várias Histórias. É ambientado no Rio de Janeiro, no auge da corte de D. Pedro II. No texto, Machado de Assis faz um retrato da alma humana e explora a subjetividade psicológica de seus personagens, ao narrar um momento de conflito vivido pelo narrador-protagonista, o menino Pilar, durante a época da escola primária, em tempos de autoritarismo dos pais e das temidas palmatórias. O autor atiça o leitor com este texto – exímio cronista social que era – para uma reflexão sobre as consequências do medo e do castigo e sobre o papel da escola e da educação na formação do caráter das crianças.

Silvino, na adaptação para os quadrinhos, resgata as memórias da própria infância para retratar a história de Pilar, que se torna mestre em “cabular” aula. Certa manhã, porém, Pillar resolve, influenciado pelo medo do castigo do pai, comparecer à aula e recebe uma proposta de um colega de classe, Raimundo, que desencadeará vários conflitos vividos pelo menino…

A edição tem apresentação do professor de literatura Maurício Soares Filho, consultor da coleção, que já conta com adaptações de nomes da literatura clássica como Aluísio Azevedo, Edgar Allan Poe, Luís de Camões e Miguel de Cervantes.

Ficha técnica:
Conto de escola em quadrinhos
Autores: Machado de Assis e Laerte Silvino
52 páginas
Editora Peirópolis
Preço: R$ 35,00