Nemo lança Rei Lear em Quadrinhos

postado por Andreia Santana @ 5:05 PM
30 de agosto de 2013

Depois de A Tempestade e McBeth, a Editora Nemo lança também a tragédia Rei Lear em versão quadrinhos. A adaptação tem roteiro de Jozz e desenhos de Octavio Cariello. Trata-se do sexto volume, e último, que completa a Coleção Shakespeare em Quadrinhos, da Nemo. Romeu e Julieta, Otelo e Sonhos de uma noite de verão, lançados previamente, também integram a coleção.

Leia a sinopse enviada pela editora para Rei Lear:

Idoso e cansado, Lear decide dividir seu reino entre as três filhas: Goneril (esposa do duque de Albany); Regan (esposa do duque da Cornualha); e a caçula Cordélia (que tinha por pretendentes o rei da França e o duque da Borgonha). Para calcular a partilha, pede às filhas que expressem a gratidão e o amor que sentem pelo pai. Goneril e Regan fazem discursos aduladores. Cordélia, no entanto, diz que o ama “como corresponde a uma filha, nada mais, nada menos”; irritado com a resposta, Lear deserda-a e expulsa-a do reino, que é dividido entre as irmãs mais velhas. Não satisfeitas, as herdeiras ainda armam um plano que levará o pai à loucura. A intriga, a inveja e a cobiça que envolvem Lear afetam também outros personagens. O conflito é crescente e intenso, culminando com a punição da maldade, mas sem deixar de lado um desfecho propriamente trágico…

Ficha Técnica:

Rei Lear – adaptação em quadrinhos

Autor: William Shakespeare

Roteiro: Jozz

Desenhos: Octavio Cariello

Editora Nemo / Grupo Editorial Autêntica

64 páginas / Preço: R$ 39,00


A Tempestade e Macbeth ganham versão HQ pela Editora Nemo

postado por Andreia Santana @ 4:43 PM
26 de outubro de 2012

A editora Nemo, que faz parte do Grupo Editorial Autêntica, acaba de lançar mais duas obras de William Shakespeare no formato HQ. Depois da publicação dos álbuns Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão e Otelo, é a vez de A Tempestade, com roteiro de Lillo Parra, o mesmo de Sonho de uma noite de verão, e desenhos de Jefferson Costa; e Macbeth, roteirizado por Marcela Godoy, que também assina Romeu e Julieta, com desenhos de Rafael Vasconcellos.

Em A Tempestade, última obra teatral de Shakespeare, o leitor se depara com a sede de vingança de Próspero. Após sofrer um golpe, perder seu posto de duque de Milão para seu irmão, Antônio, ser jogado à deriva no mar e se salvar em uma ilha deserta, Próspero vai lançar mão de todo o conhecimento que dispõe, e até da inocência de sua filha, para arquitetar sua retaliação. Por meio de magia, o ex-duque manipula espíritos, a fim de aproximar seus inimigos da ilha e enlouquecê-los. Mas, para que sua volta ao poder dê certo, ele também terá que contornar Caliban, um ser primitivo, monstruoso, que já vivia na ilha muito antes de sua chegada.

Macbeth relata a vida do guerreiro que dá nome à narrativa. A Escócia e a Noruega estão em guerra, e o rei da Escócia, Ducan, envia à batalha Macbeth, um de seus soldados preferidos por sua lealdade e eficiência. Um dia, porém, este guerreiro e o general Banquo se deparam com três bruxas que revelam uma perigosa profecia, a de que Macbeth se tornaria rei e que os filhos de Banquo tomariam o trono posteriormente. Confuso, o protagonista relata o encontro à sua mulher. Ambiciosa, a Senhora Macbeth planeja sua chegada ao poder e, com sua alta capacidade de persuasão, leva seu marido a cometer o assassinato do rei, o que desencadeia uma reviravolta em sua vida e na corte escocesa.

Segundo a editora, a coleção Shakespeare em Quadrinhos preserva a dramaticidade dos textos originais, com narrativas de cunho fantástico, repletas de espíritos e criaturas mágicas, sentimentos como amor e inveja, conspirações, jogos de poder e ambições características das tragédias shakespearianas.

Fichas Técnicas:

Coleção: Shakespeare em Quadrinhos

A Tempestade

Autor: William Shakespeare

Roteiro: Lillo Parra

Desenhos: Jefferson Costa

64 páginas

Preço: R$ 39,00

Macbeth

Autor: William Shakespeare

Roteiro: Marcela Godoy

Desenhos: Rafael Vasconcellos

64 páginas

Preço: R$ 39,00


Mais investimento para a leitura nacional no Dia Mundial do Livro

postado por Andreia Santana @ 3:12 PM
23 de abril de 2012

Miguel de Cervantes

O Ministério da Cultura (Minc) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), anunciaram nesta segunda, 23, Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, investimentos na ordem de R$ 333,7 milhões no Plano Nacional do Livro e Leitura. Entre os mais de 40 projetos, estão investimentos para construir novas bibliotecas, modernizar parte da rede atual e promover ações de fomento à leitura e à formação de mediadores país afora.

A notícia é um alento aos que vivem da literatura. Principalmente após a última pesquisa do Instituto Pró-Livro, que traçou o perfil dos leitores do país e demonstrou que está faltando incentivo ao desenvolvimento da literatura nacional, ainda mais com o Brasil sendo pródigo em autores de fama mundial. Basta citar como exemplo o baiano Jorge Amado, cujo centenário é este ano, e Machado de Assis, que teve  uma de suas obras citadas como uma das preferidas do cineasta Woody Allen. Na safra mais recente de autores, vale lembrar que um romance de Cristóvão Tezza está concorrendo a um prêmio literário internacional.

O 23 de abril – A data foi instituída oficialmente em 1995 pela Unesco, para valorizar o gosto pela leitura e produção literária mundial, incentivar o respeito aos direitos autorais; além de homenagear a data das mortes de Miguel de Cervantes e William Shakespeare, os dois morreram em 23 de abril de 1616.

Sobre Cervantes, existe ainda uma outra data mundial do livro associada ao escritor espanhol, autor de Don Quixote: o 7 de outubro, data controversa sobre o seu nascimento, no ano de 1547. Controversa porque há pesquisadores que dizem que Cervantes nasceu em 29 de setembro, mas foi batizado em 7 de outubro. Outros, que ele nasceu em 7 de outubro mesmo. Criada em 1926, a data acabou sendo mudada para 23 de abril, em 1930, primeiro na Espanha, para só nos anos 90 ganhar o reconhecimento da Unesco, órgão das Nações Unidas, e tornar-se global. A escolha foi motivada pelo fato da data de morte do escritor ser mais certa que a de seu nascimento. No entanto, bibliófilos mundo afora acabam celebrando as duas datas. E livro é sempre um pretexto bom para celebrar, não é?

A iniciativa de se comemorar um Dia Mundial do Livro surgiu primeiro na Catalunha, como ação local, e por lá existe um costume bem bacana, o de se entregar uma rosa para cada pessoa que compra um livro no 23 de abril. Outra coisa interessante sobre a data é que todo ano, a Unesco nomeia uma Capital Mundial do Livro e em 2012 a escolhida foi a cidade de Eravan, na Armênia. Cidades como Madrid, Turim, Buenos Ayres, Bogotá e Nova Deli já foram escolhidas em anos anteriores.

Assista ao vídeo do LivroClip sobre a história de Don Quixote, de Miguel de Cervantes:

Outras datas para homenagear o livro:

18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil

29 de outubro – Dia Nacional do Livro:  A data é alusiva a primeira edição literária feita no Brasil, em 1808, com a mudança da família real portuguesa para o país. O primeiro livro editado no Brasil foi Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

2 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil

*Minhas fontes de pesquisa para o post: Site da Fundação Biblioteca Nacional / Site do Ministério da Cultura / Instituto Pró-Livro / Agência de Notícias Angola-Press / Acervo de posts do próprio blog.


Resenha: Julieta (Anne Fortier)

postado por Andreia Santana @ 11:23 PM
31 de janeiro de 2011

Romeu e Julieta para além das fronteiras de Verona… e do tempo
Em thriller que lembra O código Da Vinci, Anne Fortier recria a saga da jovem heroína da imortal história de amor de William Shakespeare

Romeu e Julieta é uma história que pertence ao panteão dos mitos literários e, portanto, é intocável e irretocável, certo? Nem tanto. Embora não se atreva a reescrever a obra mais famosa de William Shakespeare, a dinamarquesa Anne Fortier, em seu romance de estreia, vem causando tanta sensação quanto Dan Brown na época em que lançou O código Da VinciJulieta, publicado no Brasil pela Sextante, a mesma editora das obras de Brown em português, mostra que nestes tempos de pouca novidade e muita reconfiguração, nem a heroína trágica do bardo inglês escapa a uma revisada.

Para o caso dos mais puristas já terem torcido o nariz, aviso: Julieta é bem mais interessante do que uma mera imitação da obra original. Dando mostras de conhecer bem o terreno onde pisa – nesse caso, a bibliografia de Shakespeare -, Anne Fortier cria um thriller de suspense que não visa necessariamente recontar Romeu e Julieta, mas mostrar outros ângulos da malfadada história de amor. É ficção verossímil, inteligente, envolvente, de leitura rápida e fluída, mas que funciona também como um tributo ao bardo.

O livro conta a história das gêmeas Julie e Jeanice, duas jovens que nasceram em Siena, mas após a morte dos pais, foram criadas por uma tia-avó nos Estados Unidos, desde os três anos de idade. Com a morte dessa parenta, Julie, agora com 25 anos, descobre que na verdade se chama Giulietta Tolomei e que em Siena existe um misterioso tesouro deixado por sua mãe. O tesouro teria relação com o trágico fim de um jovem chamado Romeu Marescotti e de sua amada Giulietta Tolomei, de quem Julie herdou o nome. Os dois seriam os supostos personagens reais que inspiraram Shakespeare a escrever sua famosa obra. Após a hesitação inicial, Julie/Giulietta se muda para a Itália e começa a busca pelo tesouro, mas acaba na mira da máfia e às voltas com os efeitos de uma maldição que pesa sobre seu nome há 600 anos.

A mistura parece impossível de dar certo, mas para quem busca uma boa leitura de entretenimento, funciona muito bem. Com maestria, a autora descreve a Siena do século XXI, uma cidade ainda apegada às tradições medievais e de grande beleza histórica, mas em eterno conflito entre passado e presente. A narrativa intercala as agruras e aventuras da Giulietta contemporânea com os trechos do diário de um pintor do século XIV, verdadeira testemunha ocular do fim trágico de sua antepassada.

Mas se Romeu e Julieta (o romance de Shakespeare, que na verdade foi escrito para o teatro) se passa em Verona, por que este recria o mito em Siena? Tem explicação para a pergunta e até embasamento histórico. Segundo Anne Fortier, no posfácio de seu livro, existe uma tradição sienense que dá conta de relatos pré-Shakespeare sobre um triste caso de amor, traição e morte, ocorrido no século XIV e envolvendo famílias que governavam a Siena medieval. A cidade toscana teria sido uma das mais violentas na Idade Média e para quem ainda se lembra das aulas sobre Feudalismo, a Itália enquanto nação só passa a existir do século XIX para cá. Antes dessa época, o país era dividido em diversos reinos que disputavam poder e território em sangrentos embates e conspirações. Rivalidade de família era praticamente lei.

Apontado pela critica internacional como uma versão feminina do mais que pop O código Da Vinci, Julieta, embora siga a mesma cartilha dos romances com um pé na literatura de suspense-policial e outro pé no romance “histórico”, tem méritos próprios. A reconstituição de época é cuidadosa e a personagem principal tem uma história pessoal, dramas familiares não resolvidos e limitações que a tornam bem mais carismática do que o simbologista Robert Langdon. Rende um bom roteiro de sessão-pipoca. Para fechar com chave de ouro, lógico, existe um Romeu moderno para essa Giulietta que usa jeans e camiseta. Mas se o final faz jus a Shakespeare, só lendo para descobrir…

Ficha técnica:
Julieta
Autora:Anne Fortier

Tradução: Vera Ribeiro

Editora: Sextante

448 páginas / Preço: R$ 39,90